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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Avaliação Diagnóstica


Início do ano, turma nova, Escola nova, enfim, como começar o trabalho com os alunos?

Nem pense em iniciar o trabalho pedagógico partindo da premissa do que você ACHA que os alunos já sabem. É preciso investigar, avaliar, levantar o que de fato a turma já sabe e o que ainda ela não sabe.

O instrumento para fazer isso é realizar a Avaliação Diagnóstica, que tem o objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.

Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.

1) Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:
. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino
. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)
. Função: diagnosticar
. Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)

De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:

. Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas
. Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades
. Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos
. Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado
. Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma

2) O QUE AVALIAR: Levantar Pré-Requisitos da série anterior

Quando você conhece o que deve diagnosticar, basta você criar atividades pertinentes a sua disciplina, e isso é algo que você já está acostumado a fazer quando elabora as tarefas, as provas, as dinâmicas, os textos, os vídeos, enfim, quando você elabora a sua aula.

Você precisa ter claro que deve verificar os objetivos e metas a serem atingidos na série atual, e levantar quais são os pré-requisitos que o aluno já deve ter adquirido na série anterior.


3) Como Avaliar: Instrumentos de avaliação

Existem diversos recursos e práticas de ensino disponíveis que podem ser utilizados no momento da avaliação diagnóstica. Idealmente, selecione mais de um dos instrumentos abaixo :
. Pré-teste;
. Auto-avaliação;
. Observação;
. Relatório;
. Prova;
. Questionário;
. Acompanhamento;
. Discussão em grupo;
. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
. Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.

A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.

Não se surpreenda se, ao analisar os resultados levantados na Avaliação Diagnóstica você tenha de fazer ajustes no Planejamento. Afinal, quando o Planejamento é criado, o aluno ainda não foi avaliado, e portanto, o Planejamento é elaborado com base em um aluno “ideal”, e portanto, é um Planejamento longe da realidade dos alunos, pois o Professor o elabora baseado em suposições e não em dados reais.

O fato é que, quando as aulas começam a situação mostra-se outra: alunos com defasagens de aprendizado, com dificuldades em determinados conteúdos, e sem os pré-requisitos necessários para cursar aquela série.

E antes que você reclame que realizar a Avaliação Diagnóstica é uma “perda” de tempo porque você tem que “dar conta” do Planejamento até o final do ano, já lhe aviso: o objetivo maior que você deve cumprir é criar todas as condições para que todos os alunos adquiram as competências necessárias de aprendizado e não apenas para cumprir o Planejamento.

Por isso mãos à obra: comece o planejamento pela Avaliação Diagnóstica. Já diz o ditado “ Se você falha em não planejar, você com certeza, já planeja falhar”.


Créditos: Roseli Brito

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Adaptação Escolar


Esse período de retorno às aulas uma questão merece destaque e reflexão: o acolhimento aos alunos.
O acolhimento é uma situação vivenciada cotidianamente por crianças e adultos.
Ela explica que a maneira como o aluno é recebido na escola é que vai definir como ele irá se relacionar com o ambiente de estudo. E o acolhimento tem vários pontos de vista: o da criança, o dos professores, o da família.
O começo do ano é vital para a adaptação dos estudantes. Eles descansaram, conviveram com as pessoas da família, com amigos do bairro e brincaram muito. A escola precisa se preparar para o retorno desses alunos.
É importante a elaboração das atividades para recebê-los. As crianças precisam sentir que são queridas e que a volta delas para a escola é desejada. as atividades de volta às aulas as crianças devem proporcionar oportunidade de contar como foi vivido o momento de férias. A criança pode trazer informações importantes. E essa relação tem que ser autêntica. O educador precisa respeitar a criança como pessoa inteira, com ideias sentimentos e reações.Pois, deixar isso para trás e voltar a conviver com os colegas de classe, de forma disciplinada, dedicada e concentrada é difícil.
Isso requer um período de adaptação, de acolhimento, no qual a criança precisa de ajuda e compreensão do professor. Basta o educador lembrar o que ele mesmo sente quando volta das férias e tem necessidade de uns dias para se readaptar ao trabalho.
Por isso, as atividades de retorno precisam ser bem elaboradas, prevendo mais tempo para socialização, para conhecer as brincadeiras que os alunos aprenderam durante o recesso, até o recreio precisa ser maior durante esse período de acolhimento.
A escola não pode deixar de refletir sobre ocorrências inesperadas, não de lazer, que podem ter acontecido nas férias, como: doença, morte em família ou até a separação dos pais. Na verdade, a escola precisa apropriar-se da história do aluno para, inclusive, planejar como lidar com o ocorrido sem interferir no desenvolvimento dele. Uma fatalidade não pode ser olhada exclusivamente pela história de vida do professor pois, às vezes, na melhor das intenções, ele acaba excluindo a criança que viveu algum problema, pensando em poupá-la. E isso não é certo.
O aluno deve sempre ser integrado ao grupo pois esse é o melhor caminho para ele superar qualquer dificuldade.
Carinho – O acolhimento não deve ser confundido com expressão de carinho por parte dos educadores.O carinho é super importante desde que seja verdadeiro, autêntico. Mas a verdade é que ninguém gosta de todo mundo igual. As demonstrações de carinho devem respeitar isso. É importante receber todos de forma igual. As crianças não se incomodam com isso. Elas se incomodam com a falsidade.
No caso das crianças da educação infantil, que são pequenas, são gracinhas, bonitas, as professoras gostam mesmo de abraçar, de demonstrar cuidados maiores. Mas neste caso elas estão sendo autênticas pois as crianças pequenas inspiram carinho e no infantil não há apenas a professora há também a assistente dividindo as atenções.Com os alunos do ensino fundamental, que já são questionadores e, às vezes, menos disciplinados. A demonstração de carinho nesta situação não é tão importante quanto a boa recepção, a preocupação com a adaptação e com um acolhimento igual para todos.
O acolhimento pode definir o futuro do aluno na escola. Se ele não for acolhido, bem-vindo, isso pode gerar uma situação radical. O estudante precisa entender o jeito, a cultura escolar, para nunca ficar deslocado. A criança precisa estar consciente de que o ambiente escolar pode funcionar de maneira diferente da casa dela.
Portanto, o professor precisa explicar muito bem as normas de funcionamento da escola, para que as crianças entendam, por exemplo, a hora certa de ir ao banheiro, de falar, de brincar, de se concentrar, como usar um talher na merenda e, assim, evitar situações que gerem conflito com a escola durante o processo de adaptação.
Para todas as idades – Não há idade para o acolhimento. Os professores devem ter em mente que a palavra adaptação foi substituída pela palavra acolhimento. E os novos alunos, de qualquer idade, em qualquer situação, precisam ser acolhidos. E o acolhido precisa ter oportunidade de mostrar o que sabe, de expor suas expectativas, precisa ficar ciente das normas. Por isso, o professor precisa conhecer mais os alunos, para saber onde eles querem chegar.
O acolhimento envolve toda a transição da criança, de casa para a escola. E começa já na decisão dos pais de matricular o filho em uma determinada escola. Na primeira informação que é dada aos pais já começa o acolhimento da família. Isso precisa ser preparado, é importante haver material impresso com todas as informações importantes. A entrevista com os pais é fundamental.
E para a psicóloga, esse processo também deve ocorrer na escola pública. Não deve nunca haver estranhamento com os pais que vêm se informar sobre a formação dos professores, sobre a escola.
A sociedade precisa valorizar o acolhimento e entender a importância das mães, pais ou responsáveis participarem do processo da adaptação dos filhos na escola. É o momento dos pais transferirem uma parcela da responsabilidade da educação para a escola e da criança deixar a segurança do lar. Há crianças que choram, que não comem, que não dormem. A mãe (ou o pai, ou responsável) precisa estar presente na transição da casa para a escola. Esse adulto precisa ter o direito de liberação do trabalho para participar desse momento tão importante de acolhimento e de adaptação do filho na escola.

FONTE: Diário na Escola, AGO/2003 (http://www.formaremrede.org.br/biblioteca/0011.pdf)

Créditos: Alfabetização e Cia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

- Texto para Primeiro Dia de Aula

Este ano será um sucesso se...


Este ano será um sucesso se...
houver um sorriso de otimismo,
um sonho de beleza em seu coração e
poesia nas pequenas coisas: na simplicidade da flor,
na inocência das crianças, no silêncio interior,
na amizade, no momento presente,
na oportunidade de ser bom, ser amigo e compreensivo;
sensível ao sofrimento alheio,
grato ao passado que lhe proporcionou experiências para o futuro.


Este ano será um sucesso se...
você for franco sem ferir,
tiver fé em si, no próximo e em Deus e,
acima de tudo, expressar o que pensa do outro
com uma palavra de carinho, de apoio,
de reconhecimento, de bondade e encorajamento.


Este ano será um sucesso se...
você souber vencer a preguiça, o orgulho,
a indiferença ao sofredor, a tentação da riqueza, da intriga e da inveja,
da intolerância ao ignorante, ao que tem idéias diferentes das suas,
ao menos inteligente, ao egoísta, ao mesquinho.


Este ano será um sucesso se...
você socorrer a quem precisa, aconselhando-o,
estendendo-lhe a mão, dando-lhe ajuda no momento certo,
economizando bens materiais,
esbanjando amor e solidariedade,
entendendo a criança e o idoso,
o adulto que não teve infância e aquele que não sabe amar.


Este ano será um sucesso se...
você der um “bom dia” de coração e
enfrentar com esportividade as desventuras, semear a paz e o amor,
vibrar com a felicidade alheia, com a beleza do sol acordando o dia,
com a gota de orvalho na flor.


Este ano será um sucesso se...
você valorizar cada vitória e o mundo de oportunidades
que se abrirem diante de você e,
começar cada dia com Deus!


Se você for sensível a tudo isso,
então este ano será um sucesso para você e
para os que viverem ao seu redor!


(autor desconhecido)
(fonte: http://prokriseducando.blogspot.com)

Créditos: Tia Gi

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Organizar a rotina de alfabetização


Antes de receber a turma de alfabetização, o professor deve planejar que atividades vão proporcionar o contato sistemático e significativo com práticas de leitura e de escrita



Aos 5 ou 6 anos de idade, as crianças percebem mais claramente que existem outras formas de representar o mundo sem ser por meio de desenhos cheios de traços e cor. Descobrem, enfim, a presença e a importância da escrita, que permite a todos comunicar ideias e opiniões por meio, por exemplo, de cartas, bilhetes, notícias e poemas. Mas, para que cada um dos pequenos dê esse grande salto no aprendizado, é preciso que a atuação do professor no Ensino Fundamental de nove anos esteja ajustada a esse propósito.

O passo inicial é definir com antecedência as atividades que vão fazer do ano letivo um encadeamento de descobertas, cada uma delas mais desafiante que a outra. "O educador precisa ter uma visão geral do trabalho para prever em que ritmo as propostas de leitura e escrita vão se aprofundar ao longo do período".

Nesse planejamento é importante considerar que cada criança já está em processo de alfabetização. "Antes de irem para a escola, os pequenos tiveram contato com práticas de leitura e de escrita, com maior ou menor grau de espontaneidade, ao escutar os pais lerem histórias, ao folhearem livros ou ao verem adultos e outras crianças escreverem". O que muda é que na escola esse processo passa a ser intencional e sistemático, ganhando sentido e contando com a participação ativa de cada estudante.

Para chegar ao detalhamento da rotina semanal de uma classe de 1º ano, o educador precisa ter clareza de que itens devem ser combinados e com que regularidade devem ser praticados para permitir às crianças entender em que situações se lê e se escreve, para que se lê e se escreve e quem lê e escreve. "E não é necessário ter sempre novidades programadas. A continuidade dá segurança aos alunos e, associada à diversidade de assuntos, amplia o repertório deles".Um planejamento acertado contempla três tipos de atividade.

1. Atividades permanentes

São essenciais para o processo de alfabetização. Por isso, devem ser praticadas diariamente ou com periodicidade definida e em horário destinado exclusivamente a elas. Incluem:

1. A leitura pelo professor, feita diariamente, em voz alta, caprichando na entonação para aumentar o interesse e tomando cuidado para variar os gêneros durante o ano: contos, cartas, notícias, poemas etc.

2. A leitura pelos alunos, feita em dias alternados com atividades de escrita, sempre tendo como objeto textos que eles conheçam de cor, como cantigas, parlendas, trava-línguas, textos informativos etc.

3. A escrita pelas crianças, feita em dias alternados com atividades de leitura, tendo como objeto a produção de listas de nomes de colegas, de frutas, de brinquedos etc., que podem ser escritas pelos estudantes com lápis e papel ou com letras móveis.

4. A produção de texto oral com destino escrito, feita em dias alternados com atividades de leitura, quando os alunos criam oralmente um texto e o ditam para o professor, trabalhando o comportamento escritor.

2. Sequências de atividades

São organizadas para atingir diversos objetivos didáticos relacionados ao ensino e à aprendizagem da leitura e da escrita. Necessariamente apresentam um nível progressivo de desafios. A duração varia de acordo com o conteúdo eleito. Pode levar dois meses ou chegar a quatro, sendo praticada duas ou três vezes por semana. Visam levar as crianças a construir comportamentos leitores associados a propósitos como ler para aprender, ler para comparar diferentes versões de uma mesma obra e ler para conhecer diversas obras de um mesmo gênero. Em um bimestre, pode ter como objetivo trabalhar a leitura de contos de autores variados. Em outro, pode eleger a leitura de seções de jornal para que a turma se habitue a outro tipo de texto.

3. Projetos didáticos

São formas de organização dos conteúdos escolares que contribuem para a aprendizagem da leitura e da escrita ao articular objetivos didáticos e objetivos comunicativos. A sequência de ações de um projeto culmina na elaboração de um produto final (um livro de receitas saudáveis para as merendeiras da escola, uma gravação em CD ou fita cassete com a leitura de poesias para alunos de Educação de Jovens e Adultos, um jornal de bairro a ser distribuído para a comunidade etc.). Pode durar todo um semestre e ter ou não conexão com o projeto didático proposto para o segundo semestre. No primeiro, por exemplo, os alunos ouvem a leitura de poesias e decidem quais farão parte de um livro escrito pelo professor (que atua como escriba) e ilustrado por eles. A destinação da obra deve ficar clara. Pode ser o acervo de livros da professora, a biblioteca da escola, a família das crianças ou colegas de outra turma. No segundo semestre, uma proposta poderia ser a leitura pelos alunos de poesias que sabem de memória para depois serem declamadas em público em um sarau organizado por eles, reunindo os pais, os estudantes e a comunidade.

Avaliar sempre

Com base nas atividades essenciais e a frequência com que devem ser realizadas, o professor pode fazer uma programação detalhada do que vai trabalhar durante o ano . Após essa distribuição, é possível fazer agendas de 15 ou até 30 dias de aulas, dia após dia, de segunda a sexta-feira. Essa é uma etapa de grande importância no planejamento. Nela, os projetos didáticos e as sequências de atividades também são elaborados em detalhes, definindo-se justificativas, tempos de duração, materiais necessários, aprendizagens desejáveis e desenvolvimento passo a passo.

Colocar tudo no papel faz pensar na forma de realização das atividades, além de antecipar a necessidade de separação ou de compra de materiais: que livros devo ter à mão para ler aos alunos? Quais voltarei a ler ao longo do ano? Quais devo ter em maior quantidade para permitir que todos acompanhem a leitura? Como escreveremos a lista de nomes dos alunos? Como eles vão se apresentar à turma?

Outro cuidado importante é, logo nas primeiras atividades, identificar que habilidades, conhecimentos e dificuldades cada aluno traz de suas experiências de vida, seja em casa, seja na escola. "Esse é o momento de observar, tomar nota e refletir sobre a atuação de cada um em tarefas coletivas, em atividades realizadas em duplas ou trios e em momentos de trabalhos individuais, o que permitirá acompanhar a evolução dela no ano".

A classe pode ter crianças em diferentes níveis de conhecimento em relação à escrita. O professor não deve encarar isso como um problema. Cada aluno é importante e traz características que devem ser identificadas e aproveitadas. A orientação é ajustar o foco, pensar nas possibilidades de interação e troca e seguir em frente com o trabalho.

Há uma infinidade de descobertas a serem feitas por seus futuros leitores e escritores, e eles vão precisar de muitos desafios para dizer o que pensam e compreender o que leem.


Fonte: Nova Escola
Créditos: O mundo da alfabetização

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O aluno perfeito




O aluno perfeito, artigo de Rubem Alves
Ele se chamava Memorioso, pois seus pais julgavam que a memória perfeita é essencial para uma boa educação


Rubem Alves é educador, escritor e colunista da “Folha de SP”, onde publicou este texto:

Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer.

Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter! Por isso eles haviam rezado muito durante toda a gravidez, chegando mesmo a fazer promessas.

O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular.

E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam. Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam sentido. Suas inteligências recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins. Ficavam de recuperação.

Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas de eventos históricos, nomes de reis, imperadores, revolucionários, santos, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo cultural.

A memória de Memorioso era igual à do personagem do Jorge Luis Borges de nome Funes. Só tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus pais.

E os outros casais, pais e mães dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando filhos chegavam em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles gritavam: "por que você não é como o Memorioso?"

Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele freqüentara publicou sua fotografia em outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a ser seguido por todos os jovens.

Na universidade, foi a mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT.

Depois da cerimônia acadêmica foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua memória continha todas as respostas.

Aí ela falou: "De tudo o que você memorizou qual foi aquilo que você mais amou? Que mais prazer lhe deu?"

Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas aquilo não lhe fora ensinado. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu.

E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça, enquanto fumaça saia por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos.

Depois apagou, entrou em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido estava irreparavelmente danificado.

Há perguntas para as quais a memória não tem respostas . É que tais respostas não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a emoção...

Créditos: Meus trabalhos pedagógicos

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Elogie do jeito certo!


Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante.

Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas.Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

Em seguida, foram divididas em dois grupos: o grupo A foi elogiado quanto à inteligência. Uau, como você é inteligente! Que esperta você é!Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!E outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!Menino, que legal ter visto seu esforço!Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.

Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.

As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos: o ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças inteligentes não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.

Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente.

As esforçadas não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.

Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.

Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração. – Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo... Você é ético.

Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... Você é solidária.

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é tática paterna, é incentivo real.

Elogiar superficialmente é mais fácil para os educadores, pois tais expressões quase sempre são padrões e não exigem reflexão por parte de quem as diz.

Mas, os pais esforçados não devem estar atrás de soluções fáceis, mas sim das melhores soluções para a educação de seus rebentos.

Aprendamos,assim, a elogiar corretamente, reforçando comportamentos positivos, contribuindo na formação de homens e mulheres de bem.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Sucesso é ser feliz
1. Seja ético.

A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

2. Estude sempre e muito. A glória pertence aquele que tem um trabalho especial para oferecer.

3. Seja grato a quem participa das suas conquistas. O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer e a melhor maneira de deixar todos motivados.

4. Eleve suas expectativas. Pessoas com sonhos grandes obtem energia para crescer. Os perdedores dizem: "Isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

5. Tenhas metas claras. A história da humanidade é cheia de vidas desperdiçadas. Amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam a carreiras de sucesso. Ter objetivos evita o desperdicio de tempo, energia e dinheiro.

6. Amplie os relacionamentos profissionais. Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

7. Seja simples. Retire de sua vida tudo o que lhe da trabalho e preocupação desnecessários. Crie espaço para desfrutar mais a viagem da vida.

8. Tenha amigos vencedores. Campeões falam com campeões. Perdedores só tocam na tecla perdedores.

Aproxime-se de pessoas com alegria de viver e afaste-se de gente baixo-astral.

9. Resolva. A pessoa do proximo milenio vai limpar de sua vida as situacões e os problemas desnecessarios. Saiba tomar decisões, mesmo as antipáticas. Você otimizara seu tempo e seu trabalho. A vida fluirá muito melhor.

10. Celebre as vitórias. Compartilhe o sucesso, mesmo pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

Roberto Shinyashiki

domingo, 6 de novembro de 2011

Teatro e imaginação


JOGOS TEATRAIS PERMITEM QUE AS CRIANÇAS APRENDAM E DESENVOLVAM A LINGUAGEM CORPORAL

Por:Ana Rita Martins- Revista: nova escola
Fotos: Fernanda Preto/Ilustração: Alice Vasconcellos
TRABALHO CORPORALSimulando ambientes e ações, os pequenos ganham repertório e consciência sobre seus gestos.


Mais sobre Linguagem teatral

A capacidade de fazer de conta é uma das características mais relevantes da infância, pois está diretamente ligada ao desenvolvimento intelectual e físico dos pequenos. Quando imagina que é um policial à procura de um bandido, a criança elabora respostas às distintas situações que surgem e, ao pôr em prática seu personagem, estabelece movimentos que ampliam a consciência e a expressão corporais. Por isso, os jogos teatrais são uma ótima maneira de desenvolver a relação da criança com o próprio corpo, com o do outro e com o espaço. Eles são jogos de construção em que a consciência do "como se" é trabalhada de forma gradativa em direção à articulação da linguagem artística teatral. "No processo de construção dessa linguagem, a criança estabelece com seus pares uma relação de trabalho, combinando a imaginação dramática com a prática e a consciência na observação das regras", explica Ingrid Dormien, que leciona Teatro Aplicado à Educação na Universidade de São Paulo (USP) e é coordenadora de projetos da Escola de Educadores.

Descobrindo novas possibilidades corporais
O jogo teatral gira em torno de três elementos: onde se passa a cena, quem faz parte dela e qual ação se desenvolve. O professor deve dividir a turma em grupos e propor que cada um decida o que apresentar à plateia - sem o uso de falas nem de objetos cênicos. Exemplo: se escolhem explorar o fundo do mar, as crianças têm de interagir com criaturas e plantas marinhas imaginárias, deixando claros os três elementos básicos.

Ingrid diz que a intervenção docente pode e deve ocorrer durante a cena. "Se o professor perceber que os gestos não são muito claros, pode instruir os pequenos a repeti-los em câmera lenta. Os jogos teatrais abrem possibilidades infinitas de trabalhar a expressividade corporal", afirma . Durante a ação, deve-se atentar também o uso do espaço e de que forma se dá a interação.

Com base no que foi observado, é necessário fazer propostas que representem desafios e incentivem todos a buscar novas possibilidades de expressão. Se um grupo escolheu um espaço pequeno e interagiu pouco, por exemplo, no jogo seguinte o professor pode estabelecer que, independentemente da situação, os objetos utilizados em cena terão de passar pela mão de todos e a área precisa ser ampla.

Dando os primeiros passos na linguagem teatral
Fotos: Fernanda Preto/Ilustração: Alice Vasconcellos
O CORPO E A MENTE
As crianças precisam demonstrar onde estão,
quem são e o que estão fazendo sem falar nada
Os próprios jogos apresentam três elementos básicos da linguagem teatral, já que onde a cena se passa nada mais é do que o cenário, quem a desenvolve são os personagens e o que representa a ação dramática. Só quando as crianças aprendem a construir de maneira coletiva esses elementos e os colocam em prática é que eles devem ser apresentados formalmente. Para enriquecer o repertório, é fundamental a apreciação de peças teatrais e uma reflexão sobre elas, assim como das cenas feitas em sala.

Cristina Aparecida Rastelli de Brito, professora de Educação Infantil na Creche Lar Jane Suzana, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, sabe o valor das rodas de conversa logo após as encenações. Na roda, ela lança perguntas para avaliar se a plateia conseguiu perceber onde se passava a ação, quem fazia parte dela e o que foi apresentado. Esses dados são úteis para verificar as dificuldades e os progressos feitos pelo grupo. "Se as crianças, por exemplo, acharam que o mar, ambiente em que o esquete se passou, era o espaço sideral, eu pergunto por que e, com base nisso, discutimos os movimentos que levaram a tais conclusões. Com isso, o grupo fica mais consciente de como suas opções comunicativas são interpretadas", conta.

Vale frisar que o propósito do trabalho com os jogos teatrais não é julgar o valor artístico das atuações.
O que vale é perceber como cada um busca soluções diante dos desafios e expande suas possibilidades de comunicação via linguagem corporal. Com a prática e observando os colegas, todos aprendem a usar o corpo de forma mais consciente e criativa.

Créditos: nanda-teatro.blogspot.com

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Concentração na sala de aula

CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE CONCENTRAÇÃO
A falta de concentração gera vários males ao aprendizado.
Talvez o principal prejuízo seja durante as aulas, onde os alunos não conseguem manter o foco na explicação do professor e começa a divagar, pensando em várias coisas fora do tema da aula, e pela lacuna de empenho mental começam as conversas paralevas, o que incomoda o resto da turma, tira ainda mais o foco dos alunos e deixa os professores desesperados.

PROFESSORES: CONCENTRAR!

Existem formas para estimular e desenvolver a concentração dos alunos em sala de aula.
Ter uma aula dinâmica é mandatório, além do uso do BOM HUMOR, dito como "a menor distância entre duas pessoas", que pessoalmente acredito ser a "cola" mais poderosa da memoória.

Aprender rindo é uma arte que alguns professores têm desenvolvido com maestria.
Note que os professores que investem bastante em conteúdo e ministram suas aulas "brincando", de forma descontraída e bem humorada, têm aulas em que os alunos não sentem o tempo passar.

A PNL, Programação Neurolingüística divide os canais de comunicação dos seres humanos com o mundo em 3:
  • Auditivo (mai fraco: tudo que ouvimos ou as palavras que lemos)
  • Sinestésico (mediano: tudo que pegamos, sentimos o cheiro ou o gosto)
  • Visual (mais forte: tudo que vemos)
A utilização dos 3 canais acima faz com que a memória seja melhor estimulada, assim como ocupa o processamento mental, dedicando o foco exclusivo da atenção dos alunos no que é ministrado em sala.

Para que o canal Visual seja estimulado, é necessário o uso de imagens, principalmente coloridas, empregadas junto com as informações escritas. Desta forma, é importante que o professor utilize todos os sentidos dos alunos através da utilização de vídeos (que têm imagens em movimento) e outros recursos que possibilitem a interação e participação dos alunos nas aulas.

Fico impressionado com os professores que entram em sala de aula e vivenciam um monólogo, em meio ao silêncio dos alunos.

Tudo aquilo que VIVENCIAMOS tem uma força de aprendizagem imensamente maior àquilo que simplesmente vemos ou ouvimos.

Dicas para melhorar a concentração:
  1. Beber 1 copo d'água a cada 1h de aula ou de estudo (leve uma garrafa pra as aulas)
  2. Alongamentos 3x por dia (pescoço, braços e pernas)
  3. Exercícios físicos (entre 2 a 3x por semana, sendo 1h por dia - esportes com bola são excelentes)
  4. Estudar ouvindo música (Clássica ou erudita - apenas com instrumentos)
ANSIEDADE
A falta de concentração está ligada diretamente ao estado emocional do aluno.
Manter-se bem, tranqüilo e em paz consigo mesmo é um desafio a ser consquistado para fazer com que a mente dedique-se integralmente ao que estamos estudando e tentando aprender.

Estudar de "cabeça quente", pensando nos problemas é perda de tempo. Além de ter que dedicar muito mais energia que o normal, a capacidade de raciocínio e apreensão do conteudo caem bastante.

Créditos: Genius- Ensinando a aprender

domingo, 9 de outubro de 2011

mensagem

Ditado sul africano da tribo Ubuntu:
"Uma pessoa é uma pessoa por causa das outras pessoas".
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa.
Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira pras crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore.
Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!" instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto.
Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas, se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou de cara. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Jamais teria proposto uma competição...
Ubuntu significa:
Ubunto é uma antiga palavra africana que significa "Humanidade para todos". Também quer dizer: "Eu sou o que sou devido ao que todos nós somos"!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

REGRAS DE OURO NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS.

Segundo Cris Poli

1. Os pais são a autoridade da casa

Quem manda na sua casa? A resposta certa, segundo Cris Poli, a Super Nanny, deve ser: "os pais". E você precisa assumir a autoridade da educaçãoo dos seus filhos. Deve saber o que é melhor para ele e impor isso. Não deixe que os pequenos lhe dominem

2. Não tenha medo dos seus filhos

As crianças podem gritar, chorar, espernear, atirar objetos. Mas você não deve se assustar diante dessas atitudes e recuar. Se tomou uma decisão, continue firme nela. A cada passo que você recua, ele ganha um ponto na autoridade. Se não fizer isto, quando perceber, vai ser seu filho quem mandará na casa

3. Pais são responsáveis pela educação dos filhos

Não é a escola ou a babá ou a igreja que vai cuidar da formação dos seus filhos. Hoje os pais, por trabalharem fora, acham que podem terceirizar essa obrigação. Mas estão errados! Ninguém, além de você, tem a obrigação e o poder de formar o caráter do seu filho. Se ele andou aprontando, não adianta mudar de escola. Você é que tem de ensinar a ele o que e certo e errado

4. Fale não para os filhos

Vivemos em uma sociedade com limites. E se você não ensinar isso para o seu filho desde pequeno, ele com certeza terá problemas para conviver com os amigos, professores e até familiares. Diga "não" a ele, por mais que ele chore, insista ou tente lhe chantagear. Afinal, ele vai ouvir muito "não" na vida e é bom já crescer acostumado

5. Crie uma rotina para os filhos

Defina os horários das atividades das crianças. Assim, elas terão tempo para fazer tudo. Determine a hora de dormir, de brincar, ver TV e estudar. Não é para ser maníaco com horários, mas apenas organizar o dia para que seus filhos não deixem de fazer aquilo que você considera importante para a formação deles

6. Brinque com seus filhos

Invista uma parte do seu tempo para brincar com as crianças. Brincar não é perder tempo, mas sim um momento precioso para conhecer e educar seus filhos. Perder, dividir, esperar são algumas das coisas que você vai poder ensinar a eles enquanto conquista sua confiança e amizade

7. Escute o que os filhos têm a dizer

Seus filhos são de uma nova geração e muita coisa mudou. Por isso é bom escutar o que eles têm a dizer. Ouça os argumentos das crianças e tente ser flexível, entender o lado delas. Isso ajuda a criar o diálogo e construir uma relação de confiança entre pais e filhos. Mas saiba sempre que a posição final é sua e se discorda do ponto de vista dos filhos, pode e deve impor sua palavra

8. Use apenas a força da voz

Nada de bater nos filhos! Isso não educa - assusta! Aprenda a falar com força para se impor aos seus filhos. Você pode colocá-los de castigo, sim, mas não pode machucar. Mandar para o quarto, tirar algo que ele gosta de fazer, tudo bem! Punir não é errado mas, agredir, sim.

9. Não sobrecarregue as crianças

Tudo bem que os pequenos devem começar a se preparar desde cedo para o mercado de trabalho. Mas eles não precisam ficar estressados ainda na infância. Não exagere na quantidade de cursos e atividades em que matricula seus filhos, lembre-se que brincar é também muito importante para o desenvolvimento deles

10. Dê pequenas responsabilidades aos filhos

Par ver seu filho feliz, você não precisa poupá-lo de todos os esforços e dar tudo o que ele quiser. Ensine-o a ter um pouco de autonomia e responsabilidade desde pequeno, para entender que precisa batalhar para conquistar algo. Faça com que ele guarde os brinquedos e as roupas. E a partir dos 6 anos, dê uma pequena mesada. Assim, ele vai aprender a dar valor para as coisas

créditos: educação e suas especificidades

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

aluno nota 10

Seu filho não leva a escola a sério? Veja como ajudá-lo a se tornar um aluno exemplar

"A falta de motivação entre os alunos é cada vez mais comum",diz a psicóloga Tatiana Lessa. Quando o filho vai mal na escola, a mãe deve estar presente para entender o problema e poder ajudar da melhor forma possível.


Veja as dicas:

1. Ensine seu filho a estudar

Algumas crianças aprendem mais quando leem para si. Outras fazem resumos ou pedem para que alguém leia e faça perguntas. Faça esse teste com seu filho para que vocês dois descubram como ele estuda melhor.

2. Converse

Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem estão relacionadas à parte emocional da criança. O diálogo é importante para descobrir se ela é vítima de bullying, se está estressada ou se os problemas da casa estão afetando sua dedicação aos estudos.

3. Seja parceira da escola

O professor acompanha seu filho todos os dias e pode ajudar a encontrar uma solução. Por isso, nunca faça críticas a ele na frente da criança. A criança sabe quando aquele profissional perde o valor e pode querer enfrentá-lo.

4. Descubra o talento dele

Toda criança tem dificuldade em algumas matérias e facilidade em outras. São as inteligências múltiplas. Peça para seu filho listar suas habilidades, como redação ou matemática. Isso vai ajudar você a desenvolver uma estratégia de estudos que estimule seus pontos fortes.

5. Se for preciso, apele para o reforço

A criança pode estar com dificuldade em alguma matéria por falta de conhecimentos básicos. Verifique essa possibilidade com o professor e, se necessário, peça reforço na própria escola ou com um amigo.

6. Dê autonomia

Não seja superprotetora. Se você incentiva seu filho a ser responsável e a ter disciplina com pequenas tarefas, como separar a roupa suja em casa e cuidar do bicho de estimação, estudar não vai ser um fardo tão grande, pois ele já estará acostumado. Dessa forma, ele ficará preparado para desafios maiores, como o vestibular.

7. Cobre

Veja se seu filho está cumprindo os horários e mostre que você está de olho. Elogie quando ele se comportar bem e o discipline caso descumpra o acordo.

8. Elogie

Se os pais não acreditam nos seus filhos ou não demonstram isso, os pequenos deixam de acreditar no próprio potencial. Uma criança com a autoestima elevada pelas conquistas na escola se sente estimulada a continuar estudando.

9. Incentive a prática de esportes

A falta de uma atividade física pode levar a criança a gastar energia de forma negativa, como tumultuar a sala de aula.

10. Estimule a alimentação saudável

Seu filho come antes de ir para a escola? Estudar sem se alimentar direito pode prejudicar a memória e a atenção durante as aulas. Beber pouca água também pode causar sonolência.


créditos: Educação e suas especificidades

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

reportagem

Filhos autônomos, filhos felizes
(Cris Poli – Super Nani)

Os pais criam os filhos autônomos quando lhes ensinam aquilo que
precisa ser feito, da maneira que acreditam ser correta, capacitando-os para a
vida e não os abandonando à própria sorte. Não é preciso se preocupar com o
momento de solta-los, pois eles mesmos caminharão com as próprias pernas
para fazer tudo o que lhes foi ensinado.
Quando for cobrar, verifique o que foi assimilado e complete com as
orientações que ache que ficou faltando.
Entretanto, tenha isso em mente: a base para desenvolver a autonomia
está em ensinar a seus filhos os valores que você acredita serem corretos e
estabelecer regras convenientes. E também deixar claro aquilo que espera
deles.
Pais capacitados a educar os filhos sabem dar responsabilidade a eles,
sabem até onde podem exigir deles, e não exigem nem mais e nem menos que
isso; não extrapolam e nem se omitem e têm a autoridade para impor a
disciplina necessária. Se você deseja ser um bom pai ou uma boa mãe, deve –
e pode – aprender a fazer tudo isso.
Um casal só se capacita na tarefa de ser pai e mãe por meio de muito
diálogo, muito interesse, muita paciência e determinação. O resultado sempre
vale a pena.
Os pais têm que ter autoridade. Ela é conquistada com respeito,
posicionamento, valor e determinação. As crianças reconhecem alguém com
autoridade e obedecem a voz de comando.
Deixar os filhos à vontade para fazer o que quiserem torna-os inseguros,
sem rumo e infelizes.
Senão há quem as oriente e as controle, as crianças, em geral, ficam
perdidas, não sabem o que fazer. Quando isso acontece, está aberto o
caminho que possivelmente levará seus filhos a tornarem-se crianças-problema.
A bíblia diz que os nossos filhos são como flechas na mão do arqueiro.
Você precisa saber para onde as atira, pois, se as jogar ao acaso, sem mirar,
elas irão parar em qualquer lugar, e, em geral, nunca vão para o lugar que você
gostaria.

reportagem

O Novo Professor


O poder da comunicação


Josiane Benedet


A comunicação é muito mais do que o simples ato de falar, é um universo com poderosíssimas ferramentas que você, professor, pode usar no dia-a-dia para melhorar a qualidade do seu trabalho. Mas, afinal, o que engloba o universo da comunicação? Segundo o Dicionário Aurélio, “comunicação é o ato ou efeito de comunicar(-se). Emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados, quer através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos, quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual”. Ou seja, além da fala, as expressões corporais, o olhar, o silêncio e a maneira de se vestir também são formas importantes de se comunicar.

Mais do que falar durante a aula inteira e passar o conteúdo, o professor precisa conquistar a atenção do aluno, e, para que isso aconteça, é importante utilizar todas as formas que a comunicação oferece.

Comunicação verbal
A voz é a grande ferramenta para a comunicação verbal, no entanto, quando usada de forma inadequada, pode trazer prejuízos na qualidade do trabalho e problemas de saúde. Para a fonoaudióloga Patrícia Balata, a voz pode influenciar no desenvolvimento da aula. “Um professor cuja voz está rouca, cansada ou abafada, poderá causar um desestímulo e, às vezes, uma certa irritabilidade no aluno”, afirma. Segundo ela, isso depende do grau da alteração e da freqüência com que ocorre, mas que tanto o professor quanto o aluno sofrem com a situação. “O primeiro, por ter seu instrumento de trabalho comprometido e ineficiente, e o segundo, por ter seu ministrante, muitas vezes, estressado com o problema”.

O tom de voz é uma característica própria de cada pessoa e deve ser explorado nas modulações, ou seja, dar ênfase correta às palavras para que transmitam a intenção do que deseja destacar. O ritmo também é um aspecto da personalidade. “Normalmente, as pessoas mais ansiosas tendem a falar rápido, enquanto as mais retraídas falam lentamente”, explica Patrícia. No entanto, no exercício da profissão, é contra-indicado os extremos. “Nem muito lento, nem muito rápido”, completa. Para que o ritmo fique apropriado, as palavras devem ser faladas de forma bem articulada e sem exageros. O professor também deve cuidar com os excessos de pausas, pois uma aula assim torna-se cansativa.

Dicas:
• Evite a monotonia da voz usando ênfases e articulando corretamente as palavras.
• Beba bastante água antes, durante e depois das aulas.
• Dinamize a aula com recursos metodológicos interessantes que façam dos alunos elementos ativos e participativos. Assim você poupa a sua voz e explora as habilidades deles.
• Evite competir com os alunos quando a sala estiver barulhenta. Às vezes, o silêncio comunica e exige mais do que um grito.

O corpo também fala
A comunicação não verbal, ou seja, a expressão corporal, as atitudes, o silêncio e o vestuário são tão importantes quanto a comunicação verbal. "O professor não é um animador de auditório, mas deve ser um bom comunicador", diz Thelma Rodrigues dos Santos, professora e atriz graduada em Artes Cênicas. Quando participou de um curso para desenvolver a criatividade em sala de aula, Thelma percebeu que seus colegas tinham um certo bloqueio para participar das atividades. "A partir dessa dificuldade notada entre os professores, comecei a pensar no que poderia contribuir para melhorar a comunicação desses profissionais e idealizei o curso ''''Professor, o ator da sala de aula'''' ". Essa capacitação para educadores é realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Estudos Pessoais e Profissionais – IBEPP.

Segundo Thelma, o primeiro passo é o conhecimento de si próprio e a aceitação do seu corpo. Ela explica que geralmente na infância, os pais chamam a atenção das crianças usando termos como “fique quieto”, “não faça isso”, “não faça aquilo”. Inconscientemente, essas crianças, quando adultas, ficam bloqueadas. “Daí as pessoas dizem que não sabem porque ficam tensas diante de outras pessoas”. A partir do momento que o professor conseguir se expressar melhor e usar o corpo como ferramenta, será beneficiado não só no seu trabalho, mas também na sua vida pessoal. "Ele vai aliviar as tensões, vai ficar mais espontâneo e terá maior domínio de suas ações", diz Thelma.

Conhecendo o seu público
Como os palestrantes, que antes de iniciar o discurso procuram conhecer o público para o qual irão falar, os professores também precisam saber qual é o universo de seus alunos. É importante conhecer hábitos, manias, gostos e o perfil da turma para se comunicar melhor com ela. No livro A Magia da Comunicação, o médico e palestrante Dr. Lair Ribeiro afirma que cada estudante tem uma maneira diferente de prestar atenção na aula. Para os alunos que percebem mais o movimento, o professor precisa andar de um lado para o outro da sala e fazer com que eles participem da aula. Alguns alunos prestam mais atenção nos sons, então o educador tem de alternar o ritmo e o tom da fala e se expressar claramente. E para aqueles que são visuais, o professor tem de usar o quadro, apresentar slides e gesticular. “Os melhores professores são aqueles que usam as três linguagens na comunicação com os alunos”, diz Lair Ribeiro.

Melhore o seu poder de comunicação em sala de aula Você pode buscar recursos como aulas de dança, teatro e outras atividades corporais para melhorar a sua comunicação, mas pode também começar a tomar simples atitudes que irão ajudá-lo. A professora e atriz Thelma Rodrigues dos Santos, em parceria com o diretor teatral Zauri Duarte de Liz Júnior, elaborou algumas dicas para ajudar os professores a se comunicarem melhor com seu público-alvo: os alunos. Leia com atenção e coloque-as em prática:

• Caminhe com serenidade e determinação. Sua atitude confiante inspira respeito e credibilidade.
• Mantenha sua coluna ereta. Você ficará mais elegante e sua voz sairá com mais clareza.
• As mãos devem ficar ao longo do corpo ou descansadas acima da linha da cintura, para estarem mais próximas do gesto. Não fique brincando com objetos.
• Mantenha um ritmo em seu movimento: movimente-se, pare, fale, movimente-se.
• Quando for ler algo, olhe 50% do tempo para o papel e 50% para os ouvintes. Neste caso, a sua voz, gestos, e fisionomia devem ser mais expressivos para que a atenção dos alunos não disperse.

Olhe para os alunos. O contato visual é muito importante. Passeie o olhar, olhando para todos. Olhe nos olhos dos alunos e não para a testa ou por sobre as cabeças.
• A face deve transmitir interesse, simpatia, entusiasmo e alegria.
• Os olhos devem estar impregnados de sentimentos e emoção. O que você fala deve ser transmitido através deles.
• Sorria sempre, mas com o coração. O sorriso abre espaço para a amizade e a fisionomia alegre contagia o ambiente. Quando você sorri, está dando liberdade para seus alunos sorrirem também.
• Quando há grande distância entre o professor e a última fila da sala de aula, a movimentação e os gestos devem ser mais amplos.
• Busque a expressividade. Quanto mais expressivo o professor, maior o carisma.
• Seja bem humorado. Um toque de humor deixa o ambiente menos formal e cativa os alunos. Quando o professor "brinca", os alunos relaxam e se sentem mais próximos, gerando uma atmosfera amistosa.

No teste abaixo você conseguirá detectar o canal predominante da sua comunicação:
1. Eu gostaria de fazer este teste:
a) por escrito
b) verbalmente
c) realizando tarefas

2. Para me agradar é só me dar algo:
a) bonito
b) sonoro
c) útil

3. Eu tenho mais facilidade em recordar nas pessoas:
a) a fisionomia
b) o nome
c) as atitudes

4. Aprendo mais facilmente:
a) lendo
b) escutando
c) fazendo

5. Atividades que mais me atraem:
a) fotografia/pintura
b) música/oratória
c) escultura/dança

6. Na maioria dos momentos, eu prefiro:
a) observar
b) escutar
c) fazer

7. Recordando os momentos felizes, vêm-me à mente:
a) as cenas
b) os sons
c) as sensações

8. Durante as férias, gosto de:
a) visitar lugares bonitos
b) repousar em lugares silenciosos
c) participar de atividades físicas

9. Valorizo nas pessoas, principalmente:
a) a aparência
b) o que elas dizem
c) o que elas fazem

10. Acho que alguém gosta de mim quando:
a) dá presentes
b) faz elogios
c) tem atitudes positivas comigo

11. Das três ações seguintes, prefiro:
a) focalizar
b) sintonizar
c) movimentar

12. Valorizo mais:
a) o aspecto
b) o ritmo
c) a coordenação

13. Meu carro preferido é:
a) charmoso
b) silencioso
c) confortável

14. Quando estou interessado em algo, procuro:
a) olhar bem
b) ouvir com atenção
c) participar

15. Para decidir, utilizo mais:
a) o que vejo
b) o que escuto
c) o que sinto

16. O que mais me incomoda:
a) luminosidade forte
b) barulho
c) coceira

17. A qualidade que mais me agrada é:
a) colorido
b) afinado
c) saboroso

18. A característica fundamental em uma peça de teatro é a:
a) iluminação
b) eloquência
c) gesticulação

19. Meu passatempo favorito é:
a) observar o belo
b) ouvir sons harmoniosos
c) dançar ou fazer exercícios

20. O programa que eu escolheria com mais gosto seria:
a) visitar uma exposição
b) ir a um concerto
c) ir a um parque de diversões

Conte quantas vezes você indicou cada letra e passe os totais para o quadro a seguir:

a) VISUAL
b) AUDITIVO
c) CINESTÉSICO

O maior resultado indica seu canal de percepção predominante e o menor mostra em que aspectos você precisa melhorar em sua comunicação.
Fonte do teste: livro A Magia da Comunicação – Dr. Lair Ribeiro – Editora Moderna
www.lairribeiro.com.br

Colaborou nesta matéria: Karen Jardzwski