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terça-feira, 12 de maio de 2015

Poesia: Palhaço Riso



Poesia:
 Palhaço Riso  
Guiomar Paiva

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Casinhas de bichos



Vejam só como os bichos
vão ensinando a gente;
Pra ter casa bonita,
basta que se invente!

Cada um dá um jeitinho
De ter sua morada.
Cada um tem uma ideia
Mais ou menos bolada.

Repare só como faz
O esperto passarinho
Que cata palha por palha
Para fazer o seu ninho.

A aranha não se acanha.
Com seu novelo de linha,
Trança onde quer sua teia,
Escolhe quem quer por vizinha.

O macaco, malandrinho,
Não quer saber de trabalho.
Escolhe uma boa árvore
E logo se ajeita num galho.

O grilo mora na folha
E eu penso cá comigo:
Deve ser o único bicho
Que come o próprio abrigo.

Levando massa no bico,
Trabalhando o dia inteiro,
João-de-barro faz casa
Como se fosse pedreiro.

O caracol teve sorte
Não gastou tempo e dinheiro.
Nasceu com a casa nas costas
E mora no mundo inteiro.
  
O castor é engenheiro
Faz barragem, faz represa.
Sua casa tem piscina
Não é mesmo uma beleza?

Casa é também proteção.
O tatu, que não é boboca,
Se vê inimigo por perto,
Já vai correndo pra toca.

Pra fazer a sua casa,
A formiga cava fundo.
Faz túnel pra todo lado,
Pra que more todo mundo.

A casa do marimbondo
Fica no alto, pendurada.
Se alguém chegar bem perto,
Cuidado, lá vem ferroada!

O sapo cava um buraco
E uma cantoria entoa:
Vai chamando a namorada
Pra namorar na sua lagoa!

E até debaixo d’água,
Morar bem é um desejo:
O peixe disputa a toca
Com o polvo e o caranguejo.

Há casas de todos os tipos
Há casas de todo  jeito.
Pra quem tem o seu cantinho
Não há lugar mais perfeito.

Mas a casa da abelha
Ninguém consegue igualar.
Com tanto mel e doçura,
É um lar, doce lar!

Hardy Guedes Aleoforado filho
( Contribuição de nosso amigo João Vítor)

Poesias de Elias José



Nas ruas da cidade

Lá na rua 21,
O pipoqueiro solta um pum.

Lá na rua 22,
O português diz: pois-pois.

Lá na rua 23,
João namora a bela Inês.

Lá na rua 24,
A Aninha tirou retrato.

Lá na rua 25,
Caiu um barraco de zinco.

Lá na rua 26,
O sorveteiro quer freguês .

Lá na rua 27,
Pedro chama a prima Bete.

Lá na rua 28,
A Verinha vende biscoito.

Lá na rua 29,
A molecada só se move.

Lá na rua 30,
Paro, pois a rima já num pinta.


Caixa mágica de surpresa
Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.

Um livro
parece mudo,
Mas nele a gente
descobre tudo.

Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe

Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.

Um livro é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata do mar,
um foguete perdido no ar,
É amigo e companheiro.

♥♥♥

Tem Tudo a Ver
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.

A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.

A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.

♥♥♥

A casa e o seu Dono
Essa casa é de caco
Quem mora nela é o macaco.

Essa casa tão bonita
Quem mora nela é a cabrita.

Essa casa é de cimento
Quem mora nela é o jumento.

Essa casa é de telha
Quem mora nela é a abelha.

Essa casa é de lata
Quem mora nela é a barata.

Essa casa é elegante
Quem mora nela é o elefante.

E descobri de repente
Que não falei em casa de gente.

♥♥♥

As Tias
A tia Catarina
Cata a linha

A tia Teresa
Bota a mesa

A tia Ceição
Amassa o pão

A tia Lela
Espia a janela

A tia Cema
Teima que teima

A tia Maria
Dorme de dia

A tia Tininha
Faz rosquinha

A tia Marta
Corta batata

A tia Salima
Fecha a rima

♥♥♥

Cantiga do vento
O vento vem vindo
de longe,
de não sei onde,
vem valsando, vem brincando,
sem vontade de ventar.

Vem vindo devagar,
devagarinho,
mais viração
que vem em vão,
e vai e volta
e volta e vai.

De repente,
o vento vira rock
e vira invencível serpente.
E voa violento
e vai velhaco,
vozeirão varrendo
várzeas, verduras
e violetas.

E vira violinista
vibra na vidraça,
vira copo e vira taça,
e zoa e zoa e zoa
- uma zorra!

O vento, mesmo veloz,
tem tempo pra brincadeira,
tem tempo pra causar vexame.
E enche a casa de sujeira
e ergue o vestido da madame.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Poema: Identidade

                                                                                                                                       Pedro Bandeira

Às vezes nem eu mesmo
sei quem sou.
Às vezes sou
" o meu queridinho",
às vezes sou
"moleque malcriado".
Para mim
tem vezes que eu sou rei,
herói voador,
caubói lutador,
jogador campeão.
Às vezes sou pulga,
sou mosca também,
que voa e se esconde
de medo e de vergonha.
Às vezes sou Hércules
Sansão o vencedor,
peito de aço,
goleador!
Mas o que importa
o que pensam de mim?
Eu sou quem sou,
eu sou eu,
sou assim
sou menino.

domingo, 20 de maio de 2012

Poesia dia das mães

MÃE!
Você me ensinou a me importar com as pessoas,
A perceber seus sentimentos, e compreender seus problemas.
De tudo o que você me ensinou,
Estas devem ser as coisas mais importantes,
E são também as qualidades que eu mais gosto em você,
E eu só espero que as pessoas vejam o mesmo em mim…
Então, Mãe, no seu dia, eu quero dizer a você,
O quanto você significa para mim,
E não só porque você é a minha mãe,
Mas também por ser uma pessoa que eu admiro e amo muito.
Feliz Dia das Mães!
(Anônimo)




sábado, 17 de março de 2012

Poesia


Eu fiz o meu palhaço
Com o dedo na areia
Ficou tão engraçado
Cara de lua cheia!

Os olhos a sorrir
E uma boca muito grande
Nariz muito comprido
Parece um elefante!

Na cabeça um chapéu,
E as mãos que lindas são
Eu pus-me olhar para ele
E disse olá estás bom?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Brincando com rimas

Você Troca? (Eva Furnari)


Você troca um gato contente
Por um pato com dente?

Você troca um canguru de pijama
Por um urubu na cama?

Você troca um coelho de chinelo
Por um joelho de cogumelo?

Você troca um leão sem dente
Por um dragão obediente?

Você troca um ratinho de camisola
Por um passarinho na gaiola?

Você troca uma taturana molhada
Por uma banana descascada?

Você troca um espião com preguiça
Por um ladrão de salsicha?

Você troca um tutu de feijão
Por um tatu de calção?

Você troca um rato assustado
Por um gato amarrado?

Você troca um lobinho delicado
Por um Chapeuzinho malvado?

Você troca um pinguim fantasiado
Por um patim alucinado?

Você troca um mamão bichado
Por um bichão mimado?

Você troca um gato de bota
Por um sapo boboca?

Você troca um varal de feiticeira
Por um final de brincadeira?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Créditos: Mistura de alegria

sábado, 12 de novembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Civilização

O que tem mais cabimento,

Deslizar na canoa

Pelo rio barulhento

Ou ficar preso

no congestionamento?



O que é menos boboca

morar numa oca

Comendo paçoca

Ou viver rabujento

num apartamento



Qual a melhor cena

crescer numa aldeia

Enfeitado de penas

Ou numa cidade

cheia de antenas?



O que é mais civilizado

Deitar numa rede

E ficar sossegado

Ou correr contra o tempo

Sempre apressado?



O que é mais coerente

Viver no presente

Sempre contente

Ou viver no escuro

planejando o futuro



O que é menos primata

Andar pelado no meio da mata

Ou se apertar

Com um nó de gravata?



O que dá mais arrepio

Tomar banho no rio

mesmo no frio

Ou a assombração

Chamada poluição?



O que é mais desolado,

Um cocar emplumado

E o corpo pintado

Ou ser um cara pálida

Com ar desbotado?



O que é mais sensato

Correr pelo mato

Sem usar sapato

Ou ter chulé

E criar calo no pé?



Responda agora pra valer

melhor parecer,

com os alienígenas

Ou aprender

Com os indigénas!



( Cláudio Fragata)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

poesia

Era uma vez…

Uma lagarta envergonhada,

Que pelo chão se rastejava,

E todo mundo debochava:

Que lagarta desengonçada,

Feia e maltratada!

Ninguém, dela, gostava,

As pessoas, ela, assustava.

Pobre Dona Lagarta…

Muito triste ficou,

E sentindo-se desprezada,

Em um casulo se fechou.

E assim…

Passaram-se os dias,

Ninguém, a sua falta, sentia,

Até que em belo cenário,

Enquanto o sol, a vida, aquecia,

E a rosa, o jardim, floria,

Em um galho pendurado,

O casulo se abria.

E uma linda borboleta,

De asas bem coloridas,

O casulo deixou,

Alegrando nossa vida.

E, todos viram o milagre,

Que a natureza preparou,

A feia e envergonhada lagarta,

Na borboleta se transformou.

Já não era desengonçada,

Mas, linda e cheia de graça,

E a todos superou.

Pois, não mais se rastejava,

Pelo contrário, voava,

O céu, enfim, conquistou. (Vera Ribeiro Guedes)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

Poesia: Dia do trabalho

DIA DO TRABALHO

Eu sou pequeno
Quero estudar
Quando crescer vou trabalhar.

Eu quero ser doutor
Doentes vou curar
Eu quero ser professor
Para as crianças ensinar.

Eu serei aviador
Pelos ares voarei
Eu serei um motorista
Passageiros levarei.

Eu pedreiro, eu engenheiro
Eletricista, encanador.
Eu pintor, eu carpinteiro,
A casa está um primor.

Olhe aqui o lavrador
O dono da plantação.
Eu aqui o criador
Cuidarei da criação.

É útil o funcionário:
O bombeiro, o carcecreiro;
Na cidade é necessário
Seja lixeiro ou o carteiro.

E vamos brindar
O trabalhador
Que saber trabalhar
Com fé e com amor!

Credito: Professores Solidários

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Formas geométricas


Eu sou o retângulo
Cresci mais de um lado
Sou parecido
Com o senhor quadrado

Eu sou o quadrado
Bonito demais
Tenho 4 lados
E todos iguais

Eu sou o círculo
Igual a lua
Sou o mais bonito
Lá da minha rua

Eu sou o triângulo
Tenho 3 biquinhos
De chapéu eu sirvo
para os palhacinhos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A vaca

Lá vai a vaca
Lá vai a vaca
chamada Estrelinha
metade é tua
e metade é minha

Ela é malhada
dá-me leitinho
eu bebo-o todo
devagarinho

adaptação na escola

Neste mundo de encantar
novas experiências vou encontrar
Assim que na porta entrar

a novidade vai começar!
Poderei gostar
ou até chorar
tudo isto é normal
ainda tenho que me adaptar!
Com muitos carinhos

e sempre a brincar

esta fase vou ultrapassar
Vou crescer, aprender
sonhar sem parar
e um dia dizer aos papais que…
aqui gosto de estar.

Creditos: Aprender 1001 coisas

sábado, 17 de julho de 2010

Poesia




O trenzinho


O trenzinho piui
Apita aqui e ali
Levando gente
Levando carga
Levando graça
Pro meio da praça


O trenzinho piui
Apita aqui
E apita ali
Piui, piui,
Piuipiriripipi!!!

Poesia



O C O M E T A

O Cometa não é estrela

Nem planeta,
O Cometa é viajante
Estelar,
Grande rei andarilho,
De bela coroa
E cauda a brilhar...

João de Deus Souto

Poesia


O sol

Tenho um Sol só meu

Feito de sonho e magia,

De cor amarela

E jeito engraçado :

- Quando é dia
Ele sorri e me espia.
- Quando é noite Ele dorme e se esfria.


João de Deus Souto filho

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Brincadeira dos Bichos

Quem acha que a pulga é nojenta
pula pra frente e pra trás
Quem acha que o sapo se senta
agacha um pouquinho mais

Quem acha que aqui tem formiga
levanta e pula pro lado
Quem acha que ela é amiga
volta e fica calado

Quem acha a barata fedida
tapa o próprio nariz
Quem acha a rã divertida
abre um sorriso feliz

Quem acha que o pato voa
bata as asinhas assim
Quem acha que a abelha ferroa
bata palminhas e fim!


Narcélio Lima