terça-feira, 29 de novembro de 2011

Créditos: Mistura de alegria

Elogie do jeito certo!


Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante.

Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas.Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

Em seguida, foram divididas em dois grupos: o grupo A foi elogiado quanto à inteligência. Uau, como você é inteligente! Que esperta você é!Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!E outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!Menino, que legal ter visto seu esforço!Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.

Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.

As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos: o ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças inteligentes não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.

Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente.

As esforçadas não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.

Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.

Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração. – Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo... Você é ético.

Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... Você é solidária.

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é tática paterna, é incentivo real.

Elogiar superficialmente é mais fácil para os educadores, pois tais expressões quase sempre são padrões e não exigem reflexão por parte de quem as diz.

Mas, os pais esforçados não devem estar atrás de soluções fáceis, mas sim das melhores soluções para a educação de seus rebentos.

Aprendamos,assim, a elogiar corretamente, reforçando comportamentos positivos, contribuindo na formação de homens e mulheres de bem.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Sucesso é ser feliz
1. Seja ético.

A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

2. Estude sempre e muito. A glória pertence aquele que tem um trabalho especial para oferecer.

3. Seja grato a quem participa das suas conquistas. O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer e a melhor maneira de deixar todos motivados.

4. Eleve suas expectativas. Pessoas com sonhos grandes obtem energia para crescer. Os perdedores dizem: "Isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

5. Tenhas metas claras. A história da humanidade é cheia de vidas desperdiçadas. Amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam a carreiras de sucesso. Ter objetivos evita o desperdicio de tempo, energia e dinheiro.

6. Amplie os relacionamentos profissionais. Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

7. Seja simples. Retire de sua vida tudo o que lhe da trabalho e preocupação desnecessários. Crie espaço para desfrutar mais a viagem da vida.

8. Tenha amigos vencedores. Campeões falam com campeões. Perdedores só tocam na tecla perdedores.

Aproxime-se de pessoas com alegria de viver e afaste-se de gente baixo-astral.

9. Resolva. A pessoa do proximo milenio vai limpar de sua vida as situacões e os problemas desnecessarios. Saiba tomar decisões, mesmo as antipáticas. Você otimizara seu tempo e seu trabalho. A vida fluirá muito melhor.

10. Celebre as vitórias. Compartilhe o sucesso, mesmo pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

Roberto Shinyashiki

sábado, 12 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Teatro e imaginação


JOGOS TEATRAIS PERMITEM QUE AS CRIANÇAS APRENDAM E DESENVOLVAM A LINGUAGEM CORPORAL

Por:Ana Rita Martins- Revista: nova escola
Fotos: Fernanda Preto/Ilustração: Alice Vasconcellos
TRABALHO CORPORALSimulando ambientes e ações, os pequenos ganham repertório e consciência sobre seus gestos.


Mais sobre Linguagem teatral

A capacidade de fazer de conta é uma das características mais relevantes da infância, pois está diretamente ligada ao desenvolvimento intelectual e físico dos pequenos. Quando imagina que é um policial à procura de um bandido, a criança elabora respostas às distintas situações que surgem e, ao pôr em prática seu personagem, estabelece movimentos que ampliam a consciência e a expressão corporais. Por isso, os jogos teatrais são uma ótima maneira de desenvolver a relação da criança com o próprio corpo, com o do outro e com o espaço. Eles são jogos de construção em que a consciência do "como se" é trabalhada de forma gradativa em direção à articulação da linguagem artística teatral. "No processo de construção dessa linguagem, a criança estabelece com seus pares uma relação de trabalho, combinando a imaginação dramática com a prática e a consciência na observação das regras", explica Ingrid Dormien, que leciona Teatro Aplicado à Educação na Universidade de São Paulo (USP) e é coordenadora de projetos da Escola de Educadores.

Descobrindo novas possibilidades corporais
O jogo teatral gira em torno de três elementos: onde se passa a cena, quem faz parte dela e qual ação se desenvolve. O professor deve dividir a turma em grupos e propor que cada um decida o que apresentar à plateia - sem o uso de falas nem de objetos cênicos. Exemplo: se escolhem explorar o fundo do mar, as crianças têm de interagir com criaturas e plantas marinhas imaginárias, deixando claros os três elementos básicos.

Ingrid diz que a intervenção docente pode e deve ocorrer durante a cena. "Se o professor perceber que os gestos não são muito claros, pode instruir os pequenos a repeti-los em câmera lenta. Os jogos teatrais abrem possibilidades infinitas de trabalhar a expressividade corporal", afirma . Durante a ação, deve-se atentar também o uso do espaço e de que forma se dá a interação.

Com base no que foi observado, é necessário fazer propostas que representem desafios e incentivem todos a buscar novas possibilidades de expressão. Se um grupo escolheu um espaço pequeno e interagiu pouco, por exemplo, no jogo seguinte o professor pode estabelecer que, independentemente da situação, os objetos utilizados em cena terão de passar pela mão de todos e a área precisa ser ampla.

Dando os primeiros passos na linguagem teatral
Fotos: Fernanda Preto/Ilustração: Alice Vasconcellos
O CORPO E A MENTE
As crianças precisam demonstrar onde estão,
quem são e o que estão fazendo sem falar nada
Os próprios jogos apresentam três elementos básicos da linguagem teatral, já que onde a cena se passa nada mais é do que o cenário, quem a desenvolve são os personagens e o que representa a ação dramática. Só quando as crianças aprendem a construir de maneira coletiva esses elementos e os colocam em prática é que eles devem ser apresentados formalmente. Para enriquecer o repertório, é fundamental a apreciação de peças teatrais e uma reflexão sobre elas, assim como das cenas feitas em sala.

Cristina Aparecida Rastelli de Brito, professora de Educação Infantil na Creche Lar Jane Suzana, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, sabe o valor das rodas de conversa logo após as encenações. Na roda, ela lança perguntas para avaliar se a plateia conseguiu perceber onde se passava a ação, quem fazia parte dela e o que foi apresentado. Esses dados são úteis para verificar as dificuldades e os progressos feitos pelo grupo. "Se as crianças, por exemplo, acharam que o mar, ambiente em que o esquete se passou, era o espaço sideral, eu pergunto por que e, com base nisso, discutimos os movimentos que levaram a tais conclusões. Com isso, o grupo fica mais consciente de como suas opções comunicativas são interpretadas", conta.

Vale frisar que o propósito do trabalho com os jogos teatrais não é julgar o valor artístico das atuações.
O que vale é perceber como cada um busca soluções diante dos desafios e expande suas possibilidades de comunicação via linguagem corporal. Com a prática e observando os colegas, todos aprendem a usar o corpo de forma mais consciente e criativa.

Créditos: nanda-teatro.blogspot.com

sábado, 5 de novembro de 2011

Estimulando a criatividade

Cada dia mais, o mundo exige que as pessoas apresentem soluções criativas para as mais diversas situações. Essa habilidade está se tornando tão importante quanto matérias tradicionais da escola, como matemática ou história. Por isso, é essencial que as crianças cresçam em um ambiente adequado e recebam estímulos para que possam desenvolver a capacidade de criar.

Ser criativo não significa apenas ter uma idéia mirabolante atrás de outra ou sempre conseguir pensar naquilo que ninguém mais pensou, mas sim ser capaz de criar soluções para as próprias dificuldades e enxergar oportunidades em situações nas quais a maioria das pessoas só vê problemas. E isso se aprende em casa! Os pais podem e devem valorizar a inventividade de maneira lúdica, despertando nos filhos a capacidade de encarar o mundo de um modo especial.

A importância do estímulo

Os pais e a escola são fundamentais para o desenvolvimento de um crescidinho criativo. Eles podem incentivar o desenvolvimento da imaginação e da capacidade de criar com atividades, palavras, atitudes e brincadeiras que farão toda a diferença.

Encorajar seu filho é o melhor que você pode fazer por ele, e elogios podem ser incluídos nessa categoria. Quando os pais encorajam a criança a experimentar idéias novas, indiretamente investem em sua auto-estima e fazem com que fiquem mais fortes para lidar com os desafios. Também é importante ensinar os pequenos a perceber as diferenças que existem no mundo, sejam as concretas ou as abstratas.

Deixe que seu filho tenha contato com pontos de vista variados e mostre a ele as diferenças entre os objetos, lugares e pessoas. Vale comparar tamanhos, cores, formas e ensinar porque cada coisa é do jeito que é. E prepare-se para responder com paciência e disposição ao monte de perguntas que virão depois de tanta observação. Afinal, o mundo do seu crescidinho está se ampliando!

Os pais também podem colaborar dando um reforço para a já fértil imaginação infantil. Deixe que seu filho proponha as brincadeiras e embarque nelas, permitindo que ele determine os rumos da história.

Evite impor regras nessa hora ou determinar como seu filho deve brincar. Reserve um espaço da casa onde ele possa dar asas às fantasias à vontade e em segurança.

Na hora de escolher brinquedos, dê preferência àqueles que instigam a imaginação e estimulam o raciocínio, como peças de encaixar, jogos e quebra-cabeças. Outras atividades, como pintura, desenho, leitura e música também devem ser estimuladas - nesse caso, a participação dos pais pode motivar o interesse. Aproveite e desenhe com seu filho, leia histórias, cante e dance com ele.

O que não fazer

Por outro lado, sem perceber os pais podem ter algumas atitudes que acabam desestimulando a criatividade de seus filhos. Pais impacientes e muito críticos podam as tentativas da criança de buscar soluções alternativas e exercitar o pensamento. Também é muito comum que os pais insistam para que a criança faça determinada tarefa do jeito que eles ensinaram e, assim, a criança aprende a copiar, mas não a criar.

Crianças que ouvem muito "não pode" ou "não é assim que se faz" perdem a coragem de experimentar e não se sentem seguras o bastante para expor suas idéias para a família, temendo uma reprimenda ou uma negativa.

Desafiar o método tradicional pelo qual as coisas se realizam faz parte do processo de desenvolvimento do pensamento criativo. Isso significa mudar o jeito de engatinhar para descer um degrau, empilhar travesseiros para subir no sofá, utilizar um brinquedo para alcançar outro, e muito mais. Se os pais estão sempre "adivinhando" o que os filhos querem, tiram deles a chance de fazer essas experiências e conquistar sucessos ou fracassos - que também são importantíssimos no processo de formação.

Isso não quer dizer que os pais não podem dizer não aos filhos, afinal, crianças precisam de disciplina e de segurança, pois não têm noção do perigo. O que prejudica é a proibição gratuita e sem explicação. Quando disser não ao seu filho, explique sempre a razão.

Com o tempo, diante das idéias inovadoras do seu crescidinho, você vai perceber que sua dedicação valeu muito a pena!

créditos: Johnson & Johnson