quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jogos matemáticos




















Em sala de aula os alunos escreveram cartas para os colegas. 
As cartas foram entregues pela carteira Bianca.
Os alunos responderam as cartas a seus colegas.
Foi uma atividade muito legal!!!
 Cada aluno escreveu uma carta para algum amigo, parente ou conhecido de outra cidade.
Fomos ao correio postá-la.














 A turma toda reunida... 
Agora é esperar a resposta das cartinhas.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Casinhas de bichos



Vejam só como os bichos
vão ensinando a gente;
Pra ter casa bonita,
basta que se invente!

Cada um dá um jeitinho
De ter sua morada.
Cada um tem uma ideia
Mais ou menos bolada.

Repare só como faz
O esperto passarinho
Que cata palha por palha
Para fazer o seu ninho.

A aranha não se acanha.
Com seu novelo de linha,
Trança onde quer sua teia,
Escolhe quem quer por vizinha.

O macaco, malandrinho,
Não quer saber de trabalho.
Escolhe uma boa árvore
E logo se ajeita num galho.

O grilo mora na folha
E eu penso cá comigo:
Deve ser o único bicho
Que come o próprio abrigo.

Levando massa no bico,
Trabalhando o dia inteiro,
João-de-barro faz casa
Como se fosse pedreiro.

O caracol teve sorte
Não gastou tempo e dinheiro.
Nasceu com a casa nas costas
E mora no mundo inteiro.
  
O castor é engenheiro
Faz barragem, faz represa.
Sua casa tem piscina
Não é mesmo uma beleza?

Casa é também proteção.
O tatu, que não é boboca,
Se vê inimigo por perto,
Já vai correndo pra toca.

Pra fazer a sua casa,
A formiga cava fundo.
Faz túnel pra todo lado,
Pra que more todo mundo.

A casa do marimbondo
Fica no alto, pendurada.
Se alguém chegar bem perto,
Cuidado, lá vem ferroada!

O sapo cava um buraco
E uma cantoria entoa:
Vai chamando a namorada
Pra namorar na sua lagoa!

E até debaixo d’água,
Morar bem é um desejo:
O peixe disputa a toca
Com o polvo e o caranguejo.

Há casas de todos os tipos
Há casas de todo  jeito.
Pra quem tem o seu cantinho
Não há lugar mais perfeito.

Mas a casa da abelha
Ninguém consegue igualar.
Com tanto mel e doçura,
É um lar, doce lar!

Hardy Guedes Aleoforado filho
( Contribuição de nosso amigo João Vítor)

Poliedros


É um sólido geométrico cuja superfície é composta por um número finito de faces;
Cujos vértices são formados por três ou mais arestas em três dimensões;
Em que cada uma das faces é um polígono

Os seus elementos mais importantes são as faces, as arestas e os vértices.



Os poliedros podem agrupar-se em prismas e pirâmides.

Um prisma é um sólido geométrico limitado por duas bases (polígonos iguais) situadas em planos paralelos e várias faces laterais (paralelogramos).
    Num prisma, o número de faces laterais é igual ao número de lados dos polígonos da base, isto é, é igual ao número de arestas da base.
    
Uma pirâmide é um poliedro em que uma das faces é um polígono qualquer, a que se chama base; as outras faces são triângulos que têm um vértice comum, chamado vértice da pirâmide.

A designação do polígono da base vai dar o nome ao prisma ou pirâmide. Assim:
  • se as bases são triângulos, o prisma ou pirâmide chama-se triangular;
  • se forem quadrados, o prisma ou pirâmide  chama-se quadrangular;
  • se forem pentágonos, o prisma ou pirâmide  chama-se pentagonal;
  • e assim por diante.
Não poliedros são sólidos limitados por superfícies curvas ou por superfícies planas e curvas. 

Poesias de Elias José



Nas ruas da cidade

Lá na rua 21,
O pipoqueiro solta um pum.

Lá na rua 22,
O português diz: pois-pois.

Lá na rua 23,
João namora a bela Inês.

Lá na rua 24,
A Aninha tirou retrato.

Lá na rua 25,
Caiu um barraco de zinco.

Lá na rua 26,
O sorveteiro quer freguês .

Lá na rua 27,
Pedro chama a prima Bete.

Lá na rua 28,
A Verinha vende biscoito.

Lá na rua 29,
A molecada só se move.

Lá na rua 30,
Paro, pois a rima já num pinta.


Caixa mágica de surpresa
Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.

Um livro
parece mudo,
Mas nele a gente
descobre tudo.

Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe

Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.

Um livro é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata do mar,
um foguete perdido no ar,
É amigo e companheiro.

♥♥♥

Tem Tudo a Ver
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.

A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.

A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.

♥♥♥

A casa e o seu Dono
Essa casa é de caco
Quem mora nela é o macaco.

Essa casa tão bonita
Quem mora nela é a cabrita.

Essa casa é de cimento
Quem mora nela é o jumento.

Essa casa é de telha
Quem mora nela é a abelha.

Essa casa é de lata
Quem mora nela é a barata.

Essa casa é elegante
Quem mora nela é o elefante.

E descobri de repente
Que não falei em casa de gente.

♥♥♥

As Tias
A tia Catarina
Cata a linha

A tia Teresa
Bota a mesa

A tia Ceição
Amassa o pão

A tia Lela
Espia a janela

A tia Cema
Teima que teima

A tia Maria
Dorme de dia

A tia Tininha
Faz rosquinha

A tia Marta
Corta batata

A tia Salima
Fecha a rima

♥♥♥

Cantiga do vento
O vento vem vindo
de longe,
de não sei onde,
vem valsando, vem brincando,
sem vontade de ventar.

Vem vindo devagar,
devagarinho,
mais viração
que vem em vão,
e vai e volta
e volta e vai.

De repente,
o vento vira rock
e vira invencível serpente.
E voa violento
e vai velhaco,
vozeirão varrendo
várzeas, verduras
e violetas.

E vira violinista
vibra na vidraça,
vira copo e vira taça,
e zoa e zoa e zoa
- uma zorra!

O vento, mesmo veloz,
tem tempo pra brincadeira,
tem tempo pra causar vexame.
E enche a casa de sujeira
e ergue o vestido da madame.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Animais que constroem suas casas

Beija-flor

Beija-flores, são um dos menores pássaros que se conhece. Geralmente, nunca passam de 5 ou 6 centímetros. São conhecidos por suas cores brilhantes e na sua capacidade de parar no ar com o simples bater de asa. Esses pequenos pássaros – também chamados de Colibris –  possuem uma vida agitada, é capaz de gastar muito mais energia do que qualquer outro animal de sangue quente. Por isso está sempre comendo para repor suas energias. As fêmeas são cautelosas e trabalham muito mais que os machos. São elas que constroem os ninhos, chocam os ovos e protegem os filhotes.
Os ninhos são pequenos e belíssimos. E, por incrível que pareça, esse pequeno e frágil abrigo resiste ao vento, às chuvas e ao crescimento dos filhotes. As mamães são construtoras habilidosas, os ninhos são sempre muito caprichados e confortáveis. A construção do ninho é incrível. Elas grama, folhas, flores, pétalas e musgo. O abrigo é fixado com  o fio da teia de aranha que foi “roubado” nas redondesas. Isto o deixa bem firme.
Geralmente, os beija-flores botam apenas dois ovos. Os são tão pequneos que não comportam mais que isso. Além disso, a fêmea não consegue alimentar mais que dois filhotes.
Ao nascer, os filhotes são muito pequenos e frágeis. Não tem penas nem enxerga. A mãe os alimenta colocando em sua garganta o bico cheio de néctar.
Na maioria das vezes, os filhotes abrem os olhos com 3 ou 4 dias. Nesta fase ficam bastante agitados quando a mãe se aproxima com comida.
Com duas semanas de idade, a maioria dos beija-flores já tem o corpo coberto de penas. Às vezes, se levantam no ninho e batem as asas – exercícios importantes para desenvolver os músculos.
Com 3 ou 4 semanas, o pequeno beija-flor já está pronto para deixar o ninho e começa a dominar o vôo com rapidez e facilidade. Mas ainda tem dificuldade para se alimentar sozinho: nesta fase  coloca o bico em objetos coloridos confundindo-os  com flores.
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FONTE: SAÚDE ANIMAL
IMAGENS: NELLY


João-de-barro



(Furnarius rufus) 

Caracterização


Mede 19 cm. Os sexos são muito parecidos, a fêmea pode ser identificada, pelo hábito de ocupar à noite, sozinha, o ninho com ovos e filhotes. Plumagem de cor parda, com cor ferrugem nas costas e especialmente na cauda.

Habitat


Campos desprovidos de vegetação mais alta, abundante nas fazendas, parques e até nas cidades.

Distribuição


Ocorre da Argentina à Bolívia, Paraguai, noroeste da Bahia e sul do Piauí. Em Campinas só apareceu por volta de 1900.

Hábitos


Constroem seu ninho em formato de forno, um por ano, com barro úmido e um pouco de esterco, misturado à palha. Escolhe um local bem aberto para instalar-se, como por exemplo árvores isoladas, postes de iluminação.
O casal trabalha em conjunto, após 18 dias o ninho está pronto.

Alimentação


Consiste de insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes, moluscos, ocasionalmente come sementes.

Reprodução


Faz seu ninho em formato de forno, contruíndo um a cada ano, com barro úmido e um pouco de esterco, misturado à palha. Escolhe um local bem aberto para instalar-se, como exemplo árvores isoladas, postes de iluminação. O casal trabalha em conjunto, após 18 dias o ninho está pronto. Põe de 3 a 4 ovos a partir de setembro.

Manifestações sonoras


O casal solta seu canto, forte grito ou gargalhada, frequentemente em conjunto. O joão-de-barro é mais ativo nas horas mais quentes e claras ao contrário de outras espécies da família. Seu canto tem seqüências rítmicas mais prolongadas como que um canto festivo, crescente e decrescente; o casal sincroniza um dueto.

Bibliografia

Helmt Sick, 1988. "Ornitologia Brasileira" .

Abelha

O favo de mel e a reprodução das abelhas

Independentemente de viverem sozinhas ou em grupos, a maioria das abelhas tem uma conduta parecida para se acasalar. Em quase todas as espécies, o único trabalho de um zangão é acasalar com a fêmea. A maioria dos zangões nem ao menos tem as estruturas necessárias para produzir cera ou carregar pólen; assim, os machos nas espécies sociais não ajudam no trabalho diário que acontece na colméia. Na verdade, as abelhas farejadoras fêmeas geralmente expulsam os zangões sobreviventes do ninho antes do inverno ou quando a comida fica escassa.
Geralmente, uma abelha fêmea se acasala com vários zangões enquanto está suspensa no ar, reunindo todo o esperma de que irá precisar durante sua vida, que dura alguns meses para uma abelha solitária ou até cinco anos para uma abelha doméstica. O acasalamento costuma acontecer em uma área coletiva, embora os cientistas ainda não tenham descoberto como os zangões escolhem o lugar. Em algumas espécies, inclusive das abelhas domésticas, os zangões morrem um pouco depois de acasalarem porque deixam seus endófalos no corpo da fêmea, se ferindo fatalmente durante o processo. Em outras espécies, os zangões podem se acasalar com várias fêmeas. Elas usam o esperma de vários zangões para fertilizarem seus ovos, isso oferece aos zangões uma chance mais alta de serem pais de abelhas jovens.

The life cycle of a honeybee
Depois que a fêmea se acasala, ela se isola em um abrigo durante o inverno ou volta para seu ninho para depositar os ovos, dependendo de sua espécie. Quando deposita os ovos, eles passam pelas mesmas fases dos ovos das lagartas e das borboletas. Primeiro, as abelhas saem dos ovos e se transformam em larvas. As larvas se alimentam antes de trocarem decasulo e se transformarem em pupas. Então, elas saem dos casulos como adultas.
Mesmo que os passos sejam os mesmos, o ambiente em que a abelha em desenvolvimento cresce pode variar consideravelmente. No caso das abelhas solitárias, a fêmea constrói um ninho, coloca comida dentro dele e deposita um ovo. A comida pode incluir uma mistura de pólen e néctar chamada pão de abelha. Também pode incluir um tipo de mel. A maneira exata como as abelhas posicionam seu ovo e a comida, assim como a construção do próprio ninho, depende de cada espécie. Algumas espécies depositam um ovo em cada ninho, ao passo que outras os dividem em múltiplas câmaras de criação. Em ninhos com câmaras múltiplas, os ovos dos machos geralmente ficam na frente, permitindo que os jovens zangões voem até a área de acasalamento antes que as abelhas fêmeas tenham saído dos ovos. Muitas abelhas solitárias fecham seus ninhos depois de depositarem os ovos e nunca vêem suas crias. Muitas vezes, essas espécies depositam os ovos durante o outono. Os ovos abrem durante a primavera, mas as abelhas-mães não sobrevivem ao inverno.

Each cell in the comb of a bee hive can hold honey or a single developing bee.
Foto cedida por Stock.xchng
Cada alvéolo no favo de uma colméia de abelha pode armazenar mel ou uma única abelha em desenvolvimento
As abelhas sociais, por outro lado, têm uma conduta diferente para criar as jovens. A abelha solitária fêmea deposita apenas alguns ovos durante sua vida, ao passo que uma abelha rainha doméstica deposita milhares. Ela deposita um ovo em cada alvéolo na área de criação da colméia. A abelha rainha controla se ela deposita ovos de machos ou de fêmeas, e deposita os dos machos em alvéolos um pouco maiores. Se ela usa o esperma para fertilizar o ovo primeiro, a larva que sairá será fêmea. Se ela não fertilizar o ovo, a larva que sairá dele será macho. Isso significa que as abelhas fêmeas herdam os genes das mães e dos pais, ao passo que os machos herdam apenas os genes das mães.
Quando os ovos abrem, as abelhas operárias mais jovens na colméia cuidam deles. Durante os dois primeiros dias de vida das larvas, as operárias as alimentam com geléia real. Depois disso, elas comem pólen ou pão de abelha. A única exceção é a abelha rainha. Quando as operárias criam uma nova rainha, elas a alimentam com geléia real até que ela troque de casulo. As larvas das abelhas sofrem metamorfose várias vezes antes de trocarem de casulo, e nesse ponto as operárias tapam os alvéolos com pequenas placas de cera alveolada para proteger as crias em desenvolvimento.
O tempo de vida de uma abelha doméstica fêmea depende da época em que ela sai de seu casulo. Se ela sai no início da primavera, deve viver apenas por algumas semanas, enquanto prepara a colméia para várias abelhas novas. As operárias que saem mais tarde podem sobreviver durante o inverno. Independentemente da época em que ela nasça, porém, uma abelha doméstica fêmea começa a sua vida como uma nutriz, cuidando das outras abelhas. Quando fica mais velha, começa a realizar outras tarefas importantes na colméia, como fazer a limpeza de alvéolos vazios. Ela também aprende a produzir mel e a ir em busca de comida. Vamos ver, na próxima seção, as ferramentas que as abelhas usam para encontrar e armazenar comida.


Formiga

Organização exemplar

Juliana Tiraboschi
Ilustrações: Antônio Figueiredo

As colônias de formigas produzem diferentes tipos de ninhos, que variam em formato, número de túneis, de câmaras e disposição. Podem ser subterrâneos, construídos em árvores ou na superfície do solo, embaixo de folhas, galhos ou dentro de troncos. Nessa ilustração você vai conhecer um exemplo de ninho, que pode ocorrer no gênero Atta, a popular saúva.
1 - Larvas e pupa
A formiga passa por três estágios antes de se tornar adulta: ovo, larva e pupa (imaturos). Nesse último, ela fica em estado de dormência, até eclodir e atingir a maturidade.
2 - Câmaras 
O ninho da Atta é dividido em câmaras, ou panelas. Nelas, as formigas cultivam fungos a partir de folhas em decomposição.
3 - Soldados
As chamadas formigas "soldados" são responsáveis por proteger as entradas do ninho de possíveis predadores. Essas guardiãs têm a cabeça e as garras maiores do que as operárias "comuns".
4 - Lixo
Uma das câmaras, geralmente no fundo do ninho, é reservada para armazenar o "lixo": restos de fungos, folhas e ainda as formigas mortas.
5 - Rainha
A saúva tem apenas uma rainha em seu ninho. Ela vive em média por dez anos, enquanto as operárias têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses. Quando a reprodutora morre, a colônia se extingue em poucos meses.


Aranha


A teia de uma aranha é uma das mais interessantes estruturas da natureza. Constituída de pura seda, é fabricada no abdômen das aranhas, onde seis glândulas independentes são capazes de produzir a seda. Cada glândula é conectada por um duto às "fiadeiras", que são pernas vestigiais transformadas existentes na parte traseira do abdômen. Todas as glândulas secretam a seda, que é uma proteína, mas os fios de cada uma diferem quanto à consistência e propósito, devido a outras secreções que cada glândula produz.

      Apenas as fêmeas são capazes de fabricar teias grandes, e a maior parte do tempo a aranha fica no centro da teia; por isso, essa região é normalmente construída com fios "secos". A partir dessa região central partem radialmente outros fios "secos". A espiral da teia é feita com o fio básico da seda, mas que durante o processo de extrusão recebe uma substância pegajosa secretada pelas glândulas de cola.  É essa substância que aprisiona moscas e outro insetos.  No entanto, a aranha ao andar pela teia deve tocar apenas os fios "secos", sob risco de ela mesma ficar presa.  Isso só é possível porque a aranha possui, na extremidade de cada perna, pequenas garras e cerdas que lhe permitem agarrar firmemente os fios da teia, e porque a teia nunca é construída na posição vertical; ela é sempre inclinada, e a aranha se movimenta por ela pelo lado de baixo, ou seja, a aranha anda de cabeça para baixo. 

 Foto081.jpg (17338 bytes)

Monteiro, S., Kaz, L., ed., Floresta Atlantica, Edições Alumbramento, Rio de Janeiro, 1991/92.

        Além desses tipos de fios, existem os fios "telegráficos", que ligam as diversas regiões da teia ao centro; é através deles que a aranha sabe onde está a presa e que tipo de inseto foi capturado, o que é muito importante, pois insetos grandes são capazes de se livrar da cola, e, nesse caso, a aranha pode tornar-se a vítima de sua própria armadilha.     


Tatu 


O tatu é um mamífero pequeno, mais ou menos do tamanho de um gato, mas que é muito especial: tem uma espécie de armadura que o protege contra os inimigos. (Em espanhol e inglês, o seu nome é "armadillo")
Esta "armadura" é composta por umas placas muito fortes que envolvem todo o seu corpo, da cabeça até a ponta da cauda.
O corpo é castanho e pode ter variações entre o castanho claro e o amarelado.
A gravidez da mãe tatu demora mais ou menos dois meses. As crias nascem entre dois a quatro por ninhada. Os filhotes do tatu nascem sem pelos, sem dentes, sem ouvir, sem ver e com a boca tapada por uma membrana que só tem uma pequena abertura que lhes permite mamar.
Para fazer a sua toca, o tatu cava túneis muito profundos na terra mole da floresta. É na toca que passa a maior parte do dia e ela é tão grande que podem morar lá vários tatus.
Mas, se o tatu passa o dia dentro da sua toca, como é que come? Bom, como é um animal noturno o tatu sai à procura de alimento depois de escurecer.
Os tatus são bons caçadores porque são muito rápidos em terra firme e nadam bem. Comem insetos (principalmente larvas) e outros invertebrados, pequenas cobras e alguns vegetais, como raízes, frutos, etc.
Dizem que tem milhares de anos! Quer dizer, a sua família tem milhares de anos, porque o bichinho em si vive só cerca de quinze anos.
O seu antepassado pré-histórico era muito maior. Chegava a ter o tamanho de um filhote de elefante!
Os maiores inimigos dos tatus são os homens, que gostam muito da sua carne para comer, também as onças e as aves de rapina.
Quando o tatu se sente ameaçado enrola-se todo e nenhum inimigo (exceto o homem) consegue capturá-lo.
Os tatus, tal como as preguiças, fazem parte de uma ordem de animais chamada "sem dentes". Uma coisa engraçada é que estes dois animais têm dentes! Algumas espécies de tatus chegam a ter 90 dentes. Se calhar têm este nome porque os seus dentes, apesar de até serem muitos, não têm raiz! São como os nossos dentes de leite.


Toupeira

A toupeira é um animal que vive a maior parte do tempo debaixo da terra, enterrado em tocas e galerias, por onde se locomove. Seu corpo, aerodinâmico e alongado, tem a forma de um cilindro e termina num focinho pontiagudo. A pelagem lisa, macia e lustrosa não oferece nenhuma resistência ao solo. 

Os músculos do peito dão às patas dianteiras a força necessária para cavar túneis. Devido a seu modo de vida, a toupeira não tem orelhas externas e é parcialmente cega. Seus olhos ficam quase escondidos debaixo da pele e dos pelos. Sua cor é negra ou acinzentada, e a cauda é curta e escamosa.

Os túneis das toupeiras são construídos permanentemente de dia e de noite, em diversas profundidades, formando um complexo “labirinto” de galerias, que pode ter até 50 metros de comprimento. Uma sala central é rodeada por passagens circulares, com diversas saídas. Os corredores subterrâneos são utilizados também para fugir de predadores e como forma de ventilação.

Os canais no subsolo são escavados com as patas largas e as unhas grandes. Para se guiar, as toupeiras orientam-se pelo tato e pela sensibilidade na extremidade do focinho. As tocas subterrâneas são verdadeiras armadilhas, pois nelas caem muitos animais escavadores. É desse modo que a toupeira armazena suas presas, num compartimento junto ao ninho.

Carnívora

A toupeira é carnívora, pois se nutre de minhocas, centopeias, insetos, moluscos e, por vezes, de rãs e ratos jovens. Alimenta-se a cada três ou quatro horas, pois precisa ter um peso, em alimento, três vezes maior que o seu. Se ficar 12 horas sem comer, morre. As presas que fisga ficam guardadas em uma área de despensa nas galerias.

Feroz e mal-humorada, a toupeira defende seu território com zelo. Para tanto, solta guinchos agudos. Em geral, anda sozinha e não tem um período do dia definido para estar em atividade. As pausas para repouso são feitas debaixo do solo.

Reprodução

O acasalamento ocorre entre os meses de março e maio. Durante a época de reprodução, os machos escavam extensas áreas à procura das fêmeas. Cada fêmea pode ter até duas ninhadas por ano, com duas a sete crias que nascem entre maio e junho, após um período de gestação de quatro semanas. Os ninhos são esféricos e forrados com folhas e palhas numa galeria larga. No ciclo reprodutivo, a maturidade sexual é atingida com 1 ano de idade.

A toupeira, embora seja difícil de capturá-la devido a seus hábitos subterrâneos, serve de presa às aves de rapina e a pequenos carnívoros. Mas o seu maior inimigo é o ser humano, que a considera uma praga porque revolve bastante o solo. No entanto, a ação das toupeiras é benéfica porque esses bichos se alimentam de insetos prejudiciais às plantas.