terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O ANÚNCIO:

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o
na rua:
-Sr Bilac, estou querendo vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece.
Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou um papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no
extenso arvoredo,cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão.
A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na
varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o
sítio.
-Nem penso mais nisso... -disse o homem... - quando li o anúncio é que
percebi a maravilha que tinha!
Às vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe
atrás de miragens e falsos tesouros.
Valorize o que você tem, a pessoa que está ao seu lado, os amigos que estão
perto de você; seu emprego, o conhecimento que você adquiriu;
sua saúde; o sorriso e tudo aquilo que Deus nos proporciona diariamente em
nossas vidas...



Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "RECOMEÇAR".

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

bolhas de sabão

Fazer bolhas de sabão e soltá-las no ar sempre constituiu, para as crianças, um brinquedo fascinante. Poucos imaginariam, entretanto, que essas bolhas ajudariam os cientistas a demonstrar a existência das forças de atração entre as moléculas.

Material:
Água destilada
Detergente
Glicerina
Como fazer:
Coloca meio copo de detergente num recipiente. Adiciona um litro de água e 60 mililitros de glicerina. Deixar a solução repousar durante cerca de 24 horas.
Sugestão:
Existem receitas em que substitui a glicerina por açúcar….

terça-feira, 23 de novembro de 2010

mensagem da prosperidade

No caminho que leva a prosperidade há 10 passos essenciais que auxiliam na auto-evolução e contribuem para que as pessoas que nos rodeiam também se desenvolvam.

1) TER OBJETIVOS DE VIDA:
Uma pessoa sem objetivos é como uma folha seca ao vento. É levada para qualquer direção, em qualquer momento. Existem dois tipos de objetivos: os materiais e os espirituais. Os ligados a matéria são automóveis, jóias, roupas, imóveis etc. E os espirituais é a conquista de um valor abstrato como, por exemplo: desenvolver a paciência, ter mais equilíbrio, ser mais otimista, entre outros. 0 planejamento é imprescindível para que todos os objetivos se concretizem.

2) DESENVOLVER A AUTO-ESTIMA:
O amor próprio é a maior abundância que podemos ter. Quem não se ama leva uma vida amarga e espalha pessimismo ao seu redor. A busca de si é primordial para qualquer realização na vida. A virtude de ter uma elevada auto-estima pode garantir o prazer e a alegria de estar passando por este lindo planeta.

3) APRENDER A UTILIZAR A MENTE:
Temos um supercomputador capaz de realizações ilimitadas que está anatomicamente embutido em nosso crânio. Aprender a programá-lo é fundamental, pois além de gerar energias que nos dão forças para o dia-a-dia, a mente cria campos eletromagnéticos que atraem todos os nossos desejos e pensamentos.

4) TER UMA PERSONALIDADE AGRADÁVEL:
Tratar bem as pessoas; aprender a colocar-se no lugar delas; chamá-las pelo nome; ser humilde; interessar-se por elas; saber ouvir e principalmente elogiar, reconhecer e respeitar; são atitudes que lubrificam as engrenagens do dia-a-dia e devem ser utilizadas para quem quer prosperar. São as pessoas que nos levantam ou que, no alto, nos matem. Criar relações desarmoniosas faz minar as energias celestiais, as quais poderiam ser utilizadas para grandes realizações.

5) DESENVOLVER A PERSISTÊNCIA:
O fracasso é o sucesso em processo. Desistir de um sonho é o mesmo que anunciar que está morrendo. A persistência é a mãe do sucesso. É ela que materializa os nossos sonhos. Mas é importante lembrar dos ensinamentos da oração: "Pai me dê forças para as coisas que eu posso mudar, serenidade para as que eu não posso e sabedoria para encontrar a diferença".

6) TER FLEXIBILIDADE PARA MUDANÇAS:
A velocidade de mudança do mundo é algo assustador. Sessenta por cento do Produto Interno Bruto (PIB) japonês do ano 2000 está na venda de produtos que ainda não existem. Uma mente inovadora e criativa é fundamental para a sobrevivência, principalmente na vida profissional. 0 que deu certo no passado não garante mais o sucesso no presente. Devemos estar atentos e perceber que a vida é diferente a cada dia. Pessoas que estão fazendo as coisas do mesmo jeito que sempre fizeram estão ficando para trás. Mudar para melhor é a única saída.

7) MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS
Cada pensamento, palavra ou atitude que envolve nossos projetos de vida, se estiverem fundamentados com o desejo sincero de ajudar as pessoas, recebe uma poderosa força cósmica que faz prosperar com muito mais intensidade. Quando o nosso sonho de vida envolve a alegria de outras pessoas, ele passa a ter força.

8) CONHECER E USAR OS DONS E TALENTOS:
Nossos dons e talentos são as maiores ferramentas que temos contra a pobreza e a falta de realização. A falta do autoconhecimento é a maior causa do fracasso, pois quem tem consciência dos seus verdadeiros dotes naturais pode produzir diamantes, pois já descobriu que sua alma é feita de um material superior. É como se Deus tivesse nos dito: "meu filho, você vai nascer na Terra e vai ser muito próspero. mas será necessário utilizar os seus dons e talentos". Mas quando ele disse a palavra próspero, nós mergulhamos em direção a Terra e não terminamos de ouvir o restante da recomendação.

9) TRABALHAR COM AMOR:
Colocar amor no trabalho é essencial para o sucesso. Nunca vamos conhecer alguém bem sucedido que não tenha prazer no que faz, ou que trabalhe apenas por obrigação ou necessidade. Quem trabalha com amor está empregnando vida, energia positiva e prosperidade em tudo que toca. Realizar trabalhos com dedicação e amor é fazer jus à virtude de ser filho de Deus,

10) TER LIGAÇÃO COM DEUS
Sentir a presença de Deus, independente da religião ou seita que se segue, é estar em contato com toda a abundância existente. Devemos saber entregar-se a Ele, perceber que somos abundantes por natureza e que a prosperidade é como um oceano, onde cada um pega o que o coração permite. E lembre-se: um coração livre, puro e bondoso é capaz de desfrutar de todo oceano, enquanto outros disputam para pegar com baldes um pouco da água, se esquecendo que já tem o oceano. Esta é uma das principais atitudes que limita a humanidade a prosperar.

Quer ter prosperidade e abundância? Deseje isso para o universo, para o vizinho, para os amigos e inimigos.

O que deseja para os outros com certeza retorna para você e muitas vezes multiplicado. Portanto, cuidado com o que deseja para os outros! Evite ser falso com seus sentimentos, ajudando os outros na intenção que te ajudem também. O melhor a agir é na idéia de corrente do bem. Faça bem a alguém e esse alguém ajude outro alguém em retribuição. Provavelmente com a lei do retorno, você também será beneficiado. Talvez de uma forma que nem imagina!!!


Muitas vezes as coisas não acontecem como queríamos, mas de uma forma muito melhor!!! Confie no universo e terá um excelente retorno!


Medite pedindo amor, saúde, abundância, principalmente para a cidade onde mora, para empresa que trabalha, para a escola que estuda. Assim, todos prosperam e isso certamente irá refletir na sua vida!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O jardim das virtudes


Era primavera e Ana queria deixar seu jardim alegre e colorido.

_ Vou até a loja de dona Uxa comprar sementes de flores para cultivar meu jardim.

_O que deseja Ana?

_ Quero comprar sementes de flores para cultivar meu jardim.

_ Tenho muitas aqui. Venha escolher: Brigas, Palavrões, Inveja e Fofoca. Qual você vai querer?

_ Ai não sei! Estou achando um pouco estranho o nome dessas flores.

_ Imagina Ana. Leve todas, seu jardim ficará linda.


Ana saiu contente da loja e foi para casa plantar suas sementes. Logo chegaram suas amigas Bela e Bia.

_ Olá Ana! Acho que seu jardim ficará lindo.

_ Lindo mesmo. Logo voltaremos para ver as cores e sentir o cheiro destas flores.

Ana plantou, regou e cuidou de seu jardim. Mas dali nenhuma flor nasceu.

Bela e Bia voltaram e encontram Ana sentada, triste, à beira da calçada.

_ O que houve Ana?

_ Por que está tão triste?

_ Eu cuidei do meu jardim, mas nenhuma flor nasceu.

_ Ana, deixe-me ver o saquinho de suas sementes: Brigas, Palavroes, Inveja e Fofoca?

_ É por isso Ana! Estas sementes são ruins e não darão flores bonitas e cheirosas.

_ Vamos até a loja de dona Ada, comprar sementes de vida e felicidade.

_ Sejam bem vindas a minha loja, fiquem à vontade para escolher qual semente quer comprar.

_ Amor, amizade, carinho e alegria. Vou levar estas.

Ana voltou para casa. Plantou, cuidou e regou seu jardim. Nasceram flores lindas, cheirosas e coloridas e seu jardim ficou todo enfeitado.

Ana aprendeu que assim como no jardim, em nossos corações também devemos plantar boas sementes.

Angélica Mendes Gonçalves Mira

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As crianças aprendem o que vivem

Se as crianças vivem em meio a críticas,

aprenderão a condenar.

Se as crianças vivem em meio à hostilidade,

aprenderão a brigar.

Se as crianças vivem sendo ridicularizadas,

irão se tornar tímidas.

Se as crianças vivem com vergonha,

aprenderão o sentimento de culpa.

Se as crianças vivem onde há incentivo,

aprenderão a confiança.

Se as crianças vivem onde ocorre a tolerância,

aprenderão a paciência.

Se as crianças vivem onde há elogios,

aprenderão a apreciação.

Se as crianças vivem onde há aceitação,

aprenderão a amar.

Se as crianças vivem onde há aprovação,

aprenderão a gostar de si mesmos.

Se as crianças vivem onde há honestidade,

aprenderão a veracidade.

Se as crianças vivem com segurança,

aprenderão a crer em si mesmas e naqueles que as rodeiam.

Se as crianças vivem em um ambiente de amizade,

aprenderão que o mundo é um lugar bom para se viver.

(Dorothy Law Nolte)

matemática

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,
datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas,
Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a
Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista
R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber
ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para
a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos
olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente
continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que
foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?
( )SIM ( ) NÃO


6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é
afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria
social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
QUANDO AS ESCOLAS RETORNAM DAS FÉRIAS

Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Quando as escolas retornam de férias,

Ocorre o encontro da alegria com a esperança.

Neste encontro todos ensinam.

Neste encontro todos aprendem.

Assim o que era saudade se faz afeto,

E o dia se tinge com as mais belas cores

Que o olhar da vida pode contemplar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Olá, sou terapeuta ocupacional, gostaria de deixar uma receita de massa de modelar incrível, fica igual a massa plástica, não é tóxica, mas também não é comestível. Mãos à obra!

Ingredientes:
3kg de farinha de trigo
1kg de sal
5 colheres de pedra hume (150gr)
6 colheres de glicerina
150gr de anilina (cores variadas)

Modo de Preparo:
Misturar tudo, ir colocando água até uma consistência boa.

Vale a pena!
Abraços.

Fabiana Ramos
Terapeuta Ocupacional


Pedra Hume: A Pedra Hume é usada para fins medicinais, quando pequena minha mãe fazia gargarejos para melhorara a nossa rouquidão, vocês podem comprar em farmácias ou lojas de produtos naturais.(Você pode encontrar em pó ou em pedrinha, no caso da receita é em pó)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A difícil arte de dizer não aos filhos

Você costuma dizer "não" aos seus filhos?
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.
Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfaze-los?
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?
Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que faze-lo pensar nos outros?
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.
Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.
Estamos, indiretamente, valorizando o ser.
Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.
Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?
Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.
Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.
Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.

O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.
Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família universal.

teatro para primavera

Escutem meus amigos:
A noite vem chegando,
A lua brilha no alto
Toda a terra iluminando!

Estrela
Olhem! O céu está cheio
De estrelas a brilhar.
Vocês não sentem no ar
Qualquer coisa a chegar?

Sol
As crianças pelas ruas
Brincam com mais alegria.
Lá do alto, eu ilumino
Seus cantos e gritarias!

Pombo Correio
O que está acontecendo?
Você já adivinhou?
Isso mesmo, pessoal!
A Prima Vera chegou!

Prima Vera
Meus queridos amiguinhos!
Que alegria para mim…
Como cantam os passarinhos,
Quantas flores no jardim!

Árvore

Bem vinda Prima Vera

Neste jardim de flores
De formas tão variadas,
Tamanhos, perfume e cores.

Borboleta, Abelha<, Colibri
Borboletas esvoaçantes,
Abelhas e Colibris,
Colhendo o mel das flores…
Quem é o mais feliz?

Rosa
Perfumadas, coloridas
São as rosas do jardim.
Poderosas e rainhas,
Belas são por isso, sim!

Cravo
Orgulhosos e altivos,
Os cravos de várias cores
Com pétalas rendilhadas
Enchem o jardim de odores.

Lírio, Jasmim, Camélia
Lírios, jasmins e camélias
Simbolizam a pureza.
Para fazê-los tão alvos
Caprichou a natureza.

Margarida
Margaridas multicores
No jardim tão lindas são!
Roxas, brancas, amarelas,
Um festival de canção!

Violeta
Escondida na folhagem,
Mal se vê a violeta.
Mas encanta o seu perfume,
Chamando a borboleta!

Gerânio Vermelho
Os gerânios bem vermelhos
Numa aparência tão bela,
Formam moldura elegante
No quadrado da janela.

Amor-Perfeito
Veludoso amor-perfeito
Assim tão lindo e terno.
Representa entre as flores:
O "perfeito amor perfeito".

Primavera

Vejam só que lindas flores.

Parabéns, Mãe Natureza!
Alegria, amor e paz,
Tudo isso é uma beleza!

Setembro, outubro, novembro…
Vocês são muito gentis.
Vou ficar neste jardim,
São tempos primaveris!

Todos

Batam palmas, batam palmas!

A Prima Vera ficou, enfim!
Batam palmas, batam palmas,
Nossa peça chegou ao fim!



créditos: Educação com arte

A vaca

Lá vai a vaca
Lá vai a vaca
chamada Estrelinha
metade é tua
e metade é minha

Ela é malhada
dá-me leitinho
eu bebo-o todo
devagarinho

adaptação na escola

Neste mundo de encantar
novas experiências vou encontrar
Assim que na porta entrar

a novidade vai começar!
Poderei gostar
ou até chorar
tudo isto é normal
ainda tenho que me adaptar!
Com muitos carinhos

e sempre a brincar

esta fase vou ultrapassar
Vou crescer, aprender
sonhar sem parar
e um dia dizer aos papais que…
aqui gosto de estar.

Creditos: Aprender 1001 coisas

sábado, 11 de setembro de 2010

Teatro: Independência do Brasil


Sonho

Sonhei com um país onde fome não havia
Onde criança na calçada não dormia

Não pedia esmola
Não cheirava cola


Sonhei com um país onde na mesa tinha pão
Onde as famílias tinham um pedaço de chão
E eram felizes, e eram felizes!


Ah!O Brasil seria muito diferente
Às pessoas viveriam mais contentes
Nos corações existiriam mais amor


Não haveria o mal, o ódio,a violência
Este país seria uma grande potência



Sonhei com um país onde existia a igualdade
Onde as pessoas eram gente de verdade
e eram felizes,e eram felizes


Sonhei com um país que todos tinham escola.

Que os meninos ainda gostavam de jogar bola


Sonhei com pessoas que sabiam se respeitar

E deste sonho eu não queria nunca acordar!


Vamos juntos construir um Brasil melhor!


E fazer do nosso país um lugar melhor para viver.


Encontrei na Internet e acrescentei uns versinhos.As crianças em seguida apresentaram a música de Sandy e Júnior: "Vamos construir"


Sei que ainda sou criança
Tenho muito que aprender
Mas quero ser criança quando eu crescer
Nosso mundo é um brinquedo
Com pecinhas para unir
Ele será todo seu, se você pensar assim

Refrão
Vamos construir uma ponte em nós
Vamos construir, pra ligar seu coração ao meu
Com o amor que existe em nós!

E você que é gente grande
Também pode aprender
Que amar é importante pro meu mundo e para o seu
Mas eu tenho a esperança
De você ser meu amigo
De voltar a ser criança, pra poder brincar comigo

Refrão

Tudo o que se sonha
Com amor se pode conseguir
Por que tudo é assim, é assim
E a gente vive muito mais feliz!

Refrão

MOMENTOS







quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ALFABÉTICO
Características:
  • Compreende a função social da escrita: comunicação;
  • Conhece o valor sonoro de todas ou quase todas as letras;
  • Apresenta estabilidade na escrita das palavras;
  • Compreende que cada letra corresponde aos menores valores sonoros da sílaba;
  • Procura adequar a escrita à fala;
  • Faz leitura com ou sem imagem;
  • Inicia preocupação com as questões ortográficas;
  • Separa as palavras quando escreve frases;
  • Produz textos de forma convencional.

Atividades favoráveis:
  • Todas as anteriores;
  • Leituras diversas;
  • Escrita de listas de palavras que apresentem as mesmas regularidades ortográficas em momentos em que isto seja significativo;
  • Atividades a partir de um texto: leitura, localização de palavras ou frases, ordenar o texto;
  • Jogos diversos com bingo de letras e palavras, forca...
Para uma sala de aula ter um ambiente alfabetizador o professor deve promover situações e organizar a sala para que desperte no aluno o interesse a leitura e escrita, tornando-o participativo, nas quais tenham uma função real de expressão e comunicação:
  • Cantinho da leitura
  • Alfabeto ilustrado
  • Seqüência numérica
  • Calendário
  • Painel de aniversariantes
  • Painel de ajudantes
  • Listão de palavras
  • Hospital das palavras
  • Embalagens, rótulos, anúncios, slogans, cartazes, folhetos; cartas, bilhetes
  • Cartões (de aniversário, de Natal etc.)
  • Convites
  • Diários (pessoais, das crianças da sala etc.)
  • Parlendas, canções, poemas, quadrinhas, adivinhas e trava-línguas contos (de fadas, de assombração etc.); mitos, lendas, “causos” populares e fábulas
  • Relatos históricos
  • Textos de enciclopédia etc

Cada criança tem um ritmo diferente, por isso o ambiente alfabetizador precisa ser organizado e assimilado aos hábitos de trabalho que contribuem para a independência de cada uma delas.
Desenvolver a comunicação oral contribui as varias capacidades como socialização comunicação entre outras.O professor poderá elaborar jogos de perguntas e respostas, explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista.
Organizar uma roda de conversa e incentivar relatos de experiências vividas e narração; reconto de histórias.Escolher um aluno para ser o “Ajudante do Dia”, incentivando a comunicação daqueles alunos mais tímidos.
Entre outras atividades como :
- Lista de chamada
- Dramatização;
- Produção Artística;
- Roda de historias;
- Listagem;
- Músicas;
- Trava-línguas;
- Parlendas; Adivinhas, Piada

Para auxiliá-lo na tarefa de facilitar o ingresso das crianças no universo da linguagem escrita, o docente tem à disposição algumas atividades consagradas. A leitura para a classe é uma delas. Sentar em roda com a turma, mostrar um livro, falar sobre o autor e ler. Incentivando a escrita utilizando letras móveis ou lápis, assim as crianças descobrem que tudo que fala pode ser escrito. Apresentar diversos gêneros como jornal, ler as regrinhas de jogos ou realizar alguma receita culinária. Circular alguma palavra sugerida pela professora em uma parlenda ou musica
A tentativa de ler listas ou textos conhecidos de memória (poemas, canções e trava-línguas). Sabendo o que está escrito (nomes de frutas, por exemplo), é possível antecipar o que pode estar escrito e confirmar por meio do conhecimento das letras iniciais ou finais, entre outras formas, a criança aprende o funcionamento do sistema de escrita. Além disso, ela compreende como acionar as primeiras estratégias de leitura.

REFERÊNCIAS:
ARAUJO, Maria José de Azevedo . A LÍNGUA ESCRITA COMO OBJETO DE APRENDIZAGEM: ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS CONSTRUTIVISTAS.Webartigos.Com.Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/29139/1/A-LINGUA-ESCRITA-COMO-OBJETO-DE-aPRENDIZAGEM-ANALISE-DOS-PRESSUPOSTOS-CONSTRUTIVISTAS/pagina1.html>. Acesso em: 23 ago. 2010.

Castanho, A. F. Mais do que letras: as situações didáticas de Língua Portuguesa. Nova Escola. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/mais-letras-423903.shtml>.Acesso em 23 ago.2010

FERREIRO, Emília. Com todas as letras. Tradução de Maria Zilda de Cunha Lopes. Retradução e cotejo de textos Sandra Trabuscco Valenzuela. 4. ed. São Paulo: Cortez, 1993.
SILÁBICO-ALFABÉTICO
Características:
  • Compreende que a escrita representa os sons da fala;
  • Percebe a necessidade de mais de uma letra para a maioria das sílabas;
  • Reconhece o som das letras;
  • Pode dar ênfase a escrita do som só das vogais ou só das consoantes bola= AO ou BL;
  • Atribui o valor do fonema em algumas letras: cabelo= kblo.

Atividades favoráveis:
  • As mesmas do nível anterior;
  • Separar as palavras de um texto memorizado;
  • Generalizar os conhecimentos para escrever palavras que não conhece: associar o GA do nome de GABRIELA para escrever garota, gaveta...;
  • Ditado de palavras conhecidas;
  • Produzir pequenos textos;
  • Reescrever histórias.
HIPÓTESE SILÁBICA
Características:
  • Para cada fonema, usa uma letra para representá-lo;
  • Pode, ou não, atribuir valor sonoro à letra;
  • Pode usar muitas letras para escrever e ao fazer a leitura, apontar uma letra para cada fonema;
  • Ao escrever frases, pode usar uma letra para cada palavra.

Atividades favoráveis:
  • Todas as atividades do nível anterior;
  • Comparar e relacionar escritas de palavras diversas;
  • Escrever pequenos textos memorizados (parlendas, poemas, músicas, trava-línguas...);
  • Completar palavras com letras para evidenciar seu som: camelo = c__m__l__ ou __a__e__o.
  • Relacionar personagens a partir do nome escrito;
  • Relacionar figura às palavras, através do reconhecimento da letra inicial;
  • Ter contato com a escrita convencional em atividades significativas: reconhecer letras em um pequeno texto conhecido;
  • Leitura de textos conhecidos;
  • Relacionar textos memorizados com sua grafia;
  • Cruzadinha;
  • Caça-palavras;
  • Completar lacunas em textos e palavras;
  • Construir um dicionário ilustrado, desde que o tema seja significativo;
  • Evidenciar rimas entre as palavras;
  • Usar o alfabeto móvel para escritas significativas;
  • Jogos variados para associar o desenho e seu nome;
  • Colocar letras em ordem alfabética;
  • Contar a quantidade de palavras de uma frase.
As pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky apontam para as hipóteses que a criança constrói neste processo. Estas hipóteses estão descritas em seu livro “A psicogênese da Língua Escrita”.

HIPÓTESE PRÉ-SILÁBICA
Características:
  • Escrever e desenhar tem o mesmo significado;
  • Não relaciona a escrita com a fala;
  • Não diferencia letras de números;
  • Reproduz traços típicos da escrita de forma desordenada;
  • Acredita que coisas grandes têm um nome grande e coisas pequenas têm nome um nome pequeno (realismo nominal);
  • Usa as letras do nome para escrever tudo;
  • Não aceita que seja possível escrever e ler com menos de três letras;
  • Leitura global: Lê a palavra como um todo.

Atividades favoráveis:










Figura 1: Alfabeto móvel Figura 2: Usar, reconhecer e ler o nome
  • Utilizar letras móveis para pesquisar nomes, reproduzir o próprio nome ou dos amigos;
  • Usar, reconhecer e ler o nome em situações significativas: chamada, marcar atividades, objetos, utilizá-lo em jogos, bilhetes, etc;
  • Comparar e relacionar palavras;
  • Desenhar e escrever o que desenhou;
  • Ter contato com diferentes portadores de textos;
  • Freqüentar a biblioteca, banca de jornais, etc;
  • Conversar sobre a função da escrita;
  • Bingo de letras;
  • Produção oral de histórias;
  • Escrita espontânea;
  • Textos coletivos tendo o professor como escriba;
  • Aumentar o repertório de letras;
  • Leitura dos nomes das crianças da classe, quando isto for significativo;
  • Produzir textos de forma não convencional;
  • Identificar personagens conhecidos a partir de seus nomes, ou escrever seus nomes de acordo com sua possibilidade;
  • Recitar textos memorizados: parlenda, poemas, músicas, etc;
  • Atividades em que seja preciso reconhecer e completar a letra inicial e a letra final;
  • Escrita de listas em que isto tenha significado: listar o que usamos na hora do lanche, o que tem numa festa de aniversário, etc.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Em cada lugar uma idéia

Objetivo: Avaliar e fortalecer os laços afetivos dentro do grupo.

Material necessário: Papel ofício, hidrocor, tesouras, cola, papel metro e pilot.

Descrição da dinâmica:

1. Grupo em círculo, sentado.

2. Dar a cada participante quatro folhas de papel ofício.

3. Solicitar que numa das folhas façam o contorno de uma das mãos e noutra o de um dos pés. Desenhar nas demais folhas um coração e uma cabeça, respectivamente.

4. Escrever no pé desenhado o que o grupo proporcionou para o seu caminhar. Escrever dentro da mão desenhada o que possui para oferecer ao grupo. No coração, colocar o sentimento em relação ao grupo. Na cabeça, as idéias que surgiram na convivência com o grupo.

5. Formar quatro subgrupos. Cada subgrupo recolhe uma parte do corpo (pés/mãos/coração/cabeça), discute as idéias expostas, levantando os pontos comuns.

6. Fazer um painel por subgrupo, utilizando todos os desenhos da parte do corpo que lhe coube, evidenciando os pontos levantados anteriormente, de modo a representar: com os pés, a caminhada do grupo; com as mãos, o que o grupo oferece; com os corações, os sentimentos existentes no grupo; com as cabeças, as idéias surgidas a partir da convivência grupal.

7. Cada subgrupo apresenta seu painel.

Plenário: Dizer para o grupo o que mais lhe chamou a atenção de tudo o que viu e ouviu.

o pato patareco



Era uma vez um menino que chamava Daniel Adalberto. Ele morava numa casa assim...

Perto da casa do Daniel Adalberto tinha um lago com muitos peixinhos

E dentro do lago tinha uma ilha

Certo dia, quando Daniel Adalberto acordou não encontrou seu pato que se chamava pato patareco e resolver ir procurá-lo perto do lago:

_ Pato patareco! Pato patareco!

Perto do lago ele não estava, então Daniel foi procurá-lo entre a grama que estava alta.

_ Pato patareco! Pato patarecoLá também o pato não estava. Daniel avistou duas barracas de acampamento e foi até lá procurar o pato pato patareco.O pato não estava perto das barracas e Daniel continuou procurando seu patinho.Procurou o dia todo, mas já estava cansado e resolveu ir embora por um caminho mais perto.
Chegando em casa Daniel se lembrou que não tinha fechado o portão.




Daniel estava muito triste. Nunca tinha ficado um dia sem seu patinho. Deitou em sua cama para dormir.

Quando fechou os olhos ouviu um... Quá Quá Quá. Era o pato patareco que também estava morrendo de saudades dele.





























sexta-feira, 30 de julho de 2010

A pré-escola procura proporcionar momentos constantes de contato prazeroso com a leitura-escrita, mediante de leitura de histórias, contos de fada, gibis e livros infantis, bem como, leitura e escrita de bilhetes, cartas, exposição dos nomes próprios, relatos de final de semana, registros de aulas de educação física, de passeios, músicas infantis e receitas.

Com o objetivo de expor as crianças à leitura e a escrita são desenvolvidas diversas atividades, algumas das quais serão descritas abaixo:

Contando Histórias

Os contos de fadas e histórias em geral são introduzidos desde que as crianças entram na pré escola e, como acontece também com as crianças ouvintes (Perroni, 1992), as histórias são contadas várias vezes, até que, valendo-se das perguntas do adulto, em um primeiro momento, as crianças comecem a relatá-las. Nota-se que depois de algum tempo, as crianças se apropriam do papel de “leitores”, olhando as letras e "lendo" as figuras para os colegas de classe.

Depois que as crianças demonstram já conhecer uma história, dramatizam-na, escolhendo os papéis. Desde cedo são incentivadas a registrar algum aspecto da história. Inicialmente tal registro se dá por intermédio de desenhos e nas classes mais avançadas, pela da escrita.

Percebe-se que, como na criança ouvinte, no início os desenhos são basicamente constituídos de garatujas sem significado consistente. Aos poucos vão tomando forma e significado, até que os alunos passam a fazer uma previsão do que será desenhado. Depois de algum tempo as formas vão se aproximando do real e podem até ser reconhecidas mesmo fora do contexto.

Adivinha quem é

Fazem-se tiras de cartolina com os nomes das crianças e dos profissionais que atendem à classe, as quais são colocadas num saco. O professor sorteia um nome e as crianças adivinham de quem é. Após algum tempo de trabalho, quando a classe já se constituiu como grupo, dão-se pistas de quem é aquele nome: "É uma menina. Tem cabelo loiro. Está de tênis preto. Está de rabo de cavalo", etc. À medida que as crianças vão conseguindo identificar o portador das características apontadas pelo professor, as pistas vão se tornando menos óbvias. Esta atividade pode ser utilizada para identificar objetos de diferentes categorias semânticas, assim como animais. É possível, também, introduzir a identificação de pessoas e objetos usando a negação, o que possibilita o trabalho com eliminação de variáveis. Ex.: "Não é menina. Não tem cabelo preto." Uma outra possibilidade é as crianças assumirem o papel, antes desempenhado pelo adulto, de apresentar as características das pessoas e objetos para que sejam identificados pelos colegas.

Montando os Nomes

São colocadas duas tiras de cartolina com o nome na carteira da criança. Na frente delas corta-se uma das tiras, dividindo o nome em partes (duas ou três). No início mantém-se o modelo na mesa e a criança é solicitada a montar apenas o seu nome. Num próximo passo, ela trocará de lugar e montará também os nomes dos colegas. Passado algum tempo de trabalho e, se as crianças tiverem condições, retira-se o modelo da mesa. Se demonstrarem dificuldade ou solicitarem modelo, deverão recorrer à lousa onde sempre haverá o modelo. Após a montagem dos nomes, as crianças colam, numa folha de sulfite, a sua produção.

Registro dos Nomes das Crianças

Escrevem-se os nomes juntamente com as crianças na folha de papel que será utilizada para a produção e, em seguida, ela é entregue para o seu dono. Num momento posterior, antes da entrega das folhas, aproveita-se para estimular os alunos a fazerem o reconhecimento e identificação dos nomes dos colegas. Esta atividade permite muitas variações, como solicitar a uma criança que faça a distribuição das folhas; usar pistas de adivinhação, etc.... O mesmo pode ser feito com as pastas, objetos pessoais, etc...Posteriormente pode-se pedir às crianças que, além de identificarem, escrevam tanto o seu nome como os dos amigos. Quando as crianças já reconhecem os nomes, começa-se a estimulá-las à escrita dos mesmos.

Nessa fase de aprendizado, utiliza-se jogos mais elaborados e estruturados, como por exemplo;

- jogo da forca;

-descobrir quais letras faltam no nome dos amigos;

- perceber entre dois nomes selecionados suas semelhanças ou os critérios que foram utilizados para a seleção (quantidade de letras, letras semelhantes iniciais ou finais);

- bingo de nomes;

- letras misturadas para formar os nomes, etc...

Calendário

Todos os dias tiras de cartolina com os nomes dos alunos são colocados na lousa, dividida em quem veio e quem faltou à escola. Cada criança sorteia um nome, identifica de quem é, e o entrega ao colega que deve colar a tira com seu nome na lousa. Esta atividade tem variações, como colar a tira, mesmo que seja o nome do colega, após identificá-lo. O professor vai fazendo perguntas, como: "quem veio ou faltou na escola hoje?" e as crianças ou falam o nome, ou o procuram em meio às tiras de papel e, após o localizarem, colam a tira na lousa.

Uma outra possibilidade é combinar esta atividade com a “Adivinha quem é?”. O professor sorteia um nome e a criança cujo nome foi sorteado escolhe uma cor de giz e “escreve” seu nome na lousa, próximo à tira onde o mesmo está escrito. Para se expor à noção de tempo, inicialmente o professor vai introduzindo os conceitos oralmente e posteriormente através da escrita por meio de expressões como: ontem foi ...; hoje é ....; amanhã vai ser.... Nas salas de pré-escola, há uma expansão dos conceitos, introduzindo-se os dias da semana e os meses dos ano. Os materiais utilizados para o desenvolvimento do calendário são diversificados, podendo-se utilizar desde os calendários convencionais, até outros, feitos pelo professor e pelas crianças, variando- se a forma e o uso de acordo com a criatividade do professor. Pode-se introduzir no calendário as atividades que serão desenvolvidas durante aquele dia e na semana. Esta atividade, por ser repetitiva, pode ser aproveitada para se introduzir a exposição a outro tipo de letra, como a cursiva. Observa-se que é nessa atividade que as crianças tentam primeiramente substituir a letra de forma pela cursiva.

Correspondência entre Escrita e Objetos

Num primeiro momento as mesas e cadeiras são etiquetadas com os nomes das crianças, escritos pelo professor juntamente com a criança na cor escolhida por ela. Reconhecendo e identificando seu nome, a criança localizará sua cadeira e mesa, num primeiro momento com a ajuda do professor e depois de algum tempo de trabalho, sozinha. Posteriormente espera-se que ela seja capaz de fazer o mesmo com os objetos dos colegas. Não há um momento específico para esta atividade. Aproveitamos para fazê-la, quando vamos usar as mesas e cadeiras para comer, desenhar, etc...

Álbum de Fotos

Solicitam-se fotos de todas as crianças e profissionais que atendem à classe, tira-se xerox das mesmas, de modo que cada um tenha a sua cópia. Com as fotos trabalham-se os nomes e também estruturas frasais simples, do tipo: "Este é meu amigo Tarcísio". As estruturas são escritas junto com as crianças em folhas de sulfite, para montar um livrinho, de modo que cada um tenha sua cópia. Pode-se montar o livrinho também no caderno de desenho. Nas classes de pré-escola as fotos passam a ter uma conotação documentária.

Caixa de Fósforos com Fotos, Contendo Letras do Nome

Esta atividade combina o reconhecimento de fotos e a montagem dos nomes, e é proposta somente quando os alunos já reconhecem todas as letras de todos os nomes. Inicialmente dá-se uma tira de papel para o aluno, na qual as letras de seu nome estão separadas, cada uma em um quadradinho. A criança recorta todas as letras, que, depois são colocadas dentro de uma caixa de fósforo com a sua foto colada do lado de fora. Esta caixa vai circulando entre todos os alunos, que tirarão as letras de dentro e tentarão montar os nomes, primeiramente com e mais tarde sem o modelo. Uma variação desta atividade é entregar às crianças envelopes contendo letras para que elas montem os nomes, sem o apoio das fotos.

Cantinhos

Esta atividade consiste em colocar em cada canto da sala diferentes tipos de estímulos, como: lápis e papel, jogos de montagem e encaixe, objetos que desenvolvam o jogo simbólico e livros infantis. No início, as crianças geralmente optam pelos jogos, ficando, como últimas opções de exploração, os cantos com livros e os com lápis e papel. No decorrer do semestre, estes cantos passam a despertar mais o interesse das crianças, que ao explorá-los, localizam letras de seu nome e dos colegas nos livros e contam as histórias aos colegas.

Relatos de Final de Semana

Usa-se caderneta de comunicação diária com os pais, onde geralmente são registrados pelas mães, entre outras coisas, o final de semana. É pedido às mães que escrevam o relato junto com a criança. Assim, na segunda-feira, após a atividade de calendário, o professor e as crianças sentam no chão em roda, e elas contam como foi o fim de semana. Muitas vezes as crianças não conseguem contar o que fizeram, principalmente no início do trabalho. Quando isto acontece, o professor lê junto com elas o que a mãe escreveu. Depois que todos fizeram seu relato, sentam nas cadeiras e cada criança conta o que foi mais significativo para ela. O professor elabora uma frase com a produção oral ou sinalizada da criança e a escreve na parte inferior da folha; lê o que escreveu e entrega para a criança desenhar. Passado algum tempo de trabalho o professor, após escrever nas folhas as produções das crianças, sempre em forma de frases ou de pequenos relatos, mostra as folhas para as crianças e todos juntos fazem a leitura de todas as produções. Em seguida entrega-as para seus autores. A entrega se dá da seguinte forma: o professor lê uma das folhas, sem falar o nome da criança, ex: "Foi ao cinema com a mamãe e o papai". Então todos tentam adivinhar quem é o autor daquele relato. A seguir as crianças fazem o relato partindo do desenho, na folha escrita. Nos outros dias da semana, após o calendário, é feita a leitura do conteúdo de cada caderneta para a classe. A seguir os bilhetes são respondidos por escrito pelo professor, sendo a resposta lida a seguir para as crianças. Outra possibilidade é enviar para a casa das crianças folhas onde estão escritos os dias correspondentes ao final da semana (sábado e domingo) para que seja feito, juntamente com a família, o registro das atividades realizadas pela criança. Este registro pode ser feito usando-se desenhos, colagem de ingressos, figuras correspondentes a filmes assistidos, e mais tarde pela escrita.

É servindo-se desses pequenos relatos de finais de semana que as crianças começam a identificar e "ler" suas frases e as dos seus amigos. Elas iniciam a "leitura" de todos os elementos das frases (artigos, verbos, preposições etc ...) oralmente ou usando sinais. A partir daí, o contexto escrito começa a ser ampliado para textos de três ou quatro frases até chegar a textos mais longos e complexos.

Registros

Além do registro do relato de final de semana, trabalha-se também o registro de atividades e passeios. O professor trabalha com as crianças onde, como e quando vão, quem vai etc. Manda o bilhete para a mãe, comunicando o evento, sendo que a criança já sabe o conteúdo do bilhete. Na volta do passeio é realizada a dramatização e o registro do que aconteceu: “onde foram”, “quem foi”, “como foi”, “o que viram” etc. O registro se dá da mesma forma que os relatos de final de semana. Posteriormente, o registro passa a ser feito de duas formas: pelo professor com o grupo classe ou pelas crianças, que podem usar fotos como apoio para a sua produção. Outra possibilidade é, após a produção de um texto pelo grupo, pedir às crianças que relacionem as partes do texto às fotos correspondentes.

Receitas

O trabalho com receitas inicia-se muito antes da receita em si. Citam-se aqui os passos para o trabalho com a receita "Salada de Frutas", que serão basicamente os mesmos seguidos para outras receitas. Muitas vezes as frutas estão presentes no lanche e começam a despertar a curiosidade das crianças. Elas percebem as igualdades, as diferenças, características próprias, etc. Assim são trazidas frutas de plástico que são exploradas, agrupadas pelas crianças com a ajuda do professor. Além de nomear, pode-se também fazer jogo de adivinhação. Por ex: "é uma fruta amarela que o macaco gosta muito de comer". Monta-se uma feirinha onde o professor assume o papel de vendedor e as crianças de compradores, posteriormente invertem-se os papéis. Sugere-se às crianças que cada uma escolha uma fruta que deverá ser trazida para a escola no dia seguinte. Cada uma desenha a fruta escolhida, que será o bilhete para a mamãe, complementado pela escrita do professor, produzida junto com a criança. No dia seguinte a salada de frutas é feita.

Cada etapa da “receita” vai sendo registrada através de fotos e/ou desenhos. Nesse registro consta desde o que cada um trouxe, passando pelo lavar, descascar, cortar, experimentar a fruta, até chegar à finalização da salada de frutas. A receita é escrita junto com as crianças para a identificação das palavras. Em seguida, monta-se um pequeno livro, ilustrado com todas as etapas do processo que foram sendo registradas durante a execução. Cada um terá a sua cópia.

Nas classes da Pré-Escola, a leitura das receitas é realizada primeiro em grupo e depois individualmente, pedindo para que elas identifiquem, na receita, a seqüência dos ingredientes .

Em outro momento cada criança recebe uma folha com a cópia da receita, em que tentará fazer uma “leitura”.

Atrelado a todo este trabalho, existe o momento do registro individual, feito em desenhos e alguma produção escrita que a criança deseje. Pode-se notar que esta escrita normalmente se fixa nos nomes dos ingredientes .

Supermercado

Solicita-se à família que mande para a escola embalagens de materiais com os quais os filhos tenham mais familiaridade, ou seja, que ela use, veja o uso, saiba para que serve, como materiais de limpeza: caixas de sabão, detergente, cera etc; materiais de higiene: embalagens de sabonete, pasta de dente, escova de dente, shampoo, desodorante, perfume, etc.; alimentos: latas de achocolatado , leite, aveia, recipiente de danone, yakult, farinhas, gelatinas, etc.; remédios, etc.

Quando o material chega, o professor explora, com as crianças, o nome, para que serve, onde se compra, entre outras coisas. Geralmente a maioria conhece e ajuda a explicar o que é, para que serve, etc. Depois do material todo explorado e reconhecido, todos ajudam a arrumar o supermercado, separando as sessões. No supermercado, alguns alunos são os “compradores”, outros os “caixas” e “empacotadores” para dar inicio a uma dramatização, em que os papéis são rodiziados. Os compradores levam as compras "para casa", dramatizam o uso do produto e tornam a guardá-los, classificando-os pelo uso. Nestes momentos as crianças são incentivadas a localizar no rótulo da embalagem os nomes dos produtos e, muitas vezes, espontaneamente, localizam também as letras de seu nome e dos colegas.

Depois de bastante explorados, os materiais são utilizados nas atividades de "artes", criando carrinhos de caixas de sabão, aviões da pastas de dente, etc.

Música

O trabalho com músicas infantis traz muito prazer para as crianças. Elas gostam muito de “cantá-las”, utilizando a “fala” e os “sinais”. Depois de dramatizadas e muito cantadas, as músicas são escritas na lousa ou em folhas de cartolina.

Nessas exposições as crianças, muitas vezes, reconhecem e identificam as letras de seu nome e dos colegas, bem como algumas palavras que se repetem.
Nas classes de pré, provavelmente por "cantarem" várias vezes, acompanhando a escrita da música, as crianças memorizam as músicas com maior facilidade . Assim, na escrita individual da música que está sendo trabalhada, observa-se uma melhor organização frasal e uma maior aproximação da escrita a sua forma convencional sem a assistência do adulto. Além disso, nota-se que, neste tipo de escrita, os alunos mantêm uma escrita para determinada palavra, repetindo-a da mesma forma escrita anteriormente. Exemplo:

PIULO DE BAE BAE
(pirulito que bate bate)
PIULO DE JANA BAU
( pirulito que já bateu)
QE GOIA DE IE È ELA
(quem gosta de mim é ela)
QE GOIA ELA SOU EU
(quem gosta dela sou eu) (G. - 7;0)

Em relação ao desenvolvimento da escrita pelas crianças na primeira fase da pré-escola (4 anos), nota-se, no decorrer do trabalho, que, geralmente no segundo semestre, elas já são capazes de, além de identificar e reconhecer os nomes de todos da classe, identificam também as letras de seu nome e dos colegas em outros materiais escritos, como livros, revistas, jornais, embalagens, letras de músicas, receitas etc. Começam a ensaiar uma escrita do nome em suas produções, no início em forma de garatujas, diferentes daquelas usadas para desenhar, como minhoquinhas, pontinhos, bolinhas. É possível perceber que no início algumas crianças “escrevem” em suas produções o seu nome ao lado da figura que fazem de si mesmos, usando, muitas vezes, a mesma cor que escolherão para nomear seus pertences.

Nessa mesma época, a maioria já usa pseudo-letras que vão se intensificando e dão lugar, então, às primeiras letras. De modo geral, usam a letra inicial de seu nome e a repetem para “completar” a escrita do mesmo. Posteriormente, vão acrescentando letras, até chegar à escrita de todas, ou quase todas as letras de seu nome, o que acontece mais no final do ano. Na segunda fase da pré-escola (5 anos), as crianças já conseguem escrever espontaneamente seu próprio nome e identificam os nomes dos colegas e da professora.

É interessante observar que, através desta exposição constante à escrita, as crianças, quando chegam à terceira fase da Pré-Escola (6 anos), estão mais interessadas em saber o que está escrito em um determinado material ou como se escreve uma determinada palavra. Fazem tentativas de escrever várias palavras, utilizando primeiramente as letras dos seus próprios nomes para nomear os objetos e não aceitam pseudo letras como resultado. Os alunos que ainda se encontram nesta fase são estimulados pelos próprios colegas, usando modelos, a tentarem escrever com as letras do alfabeto (de forma).

Os alunos são capazes de identificar nomes de objetos que aparecem com mais freqüência nas histórias ou exercícios propostos. Quando se trabalha com a escrita, por meio da leitura orofacial ou da memorização das palavras (como no jogo da memória), conseguem encontrar os pares.

Depois de, em média, dois anos de trabalho com a escrita, já começam a produzir pequenos relatos, como se pode observar no exemplo:

A MAMAGMA $ORO AO PAO E AFO
(a mamãe comprou copo prato e garfo ) (F. - 5;0)

No exemplo, a criança transpõe para a escrita informações já incorporadas, como o nome de sua mãe (Magna) e o símbolo do $, que ela usa antes da palavra comprou. A exploração do contexto visual é uma característica na escrita de crianças surdas, como aponta Cruz (op. cit.).

Além do trabalho com diferentes materiais escritos, como receitas, músicas, histórias infantis, gibis, etc., são acrescentadas a produção de escrita pelas crianças e a leitura.

Trabalho com Textos

Na terceira fase da pré-escola é dada muita ênfase à elaboração de textos, visando, principalmente, um contato mais estreito da criança com a escrita dentro de um contexto significativo. Inicialmente são produzidos pequenos textos de três ou quatro frases, escritas pelo professor, com base no relato da criança sobre fatos por ela presenciados, passeios, finais de semana, por exemplo. Aos poucos a quantidade de informação escrita vai sendo ampliada de acordo com o interesse e o desenvolvimento do grupo.

São feitos vários tipos de textos, como relatos, histórias criadas pelas próprias crianças ou de livros, receitas diversas, músicas, pesquisas, etc.

Os relatos baseiam-se em fatos ocorridos com as próprias crianças (por exemplo: relato de férias, finais de semana etc...) ou passeios feitos pelo grupo. Utilizando perguntas, a professora vai montando as estruturas frasais, escrevendo na lousa, e organizando tudo em forma de texto.

Esta escrita espontânea pode ser feita de duas formas :

- o professor organiza a idéia da criança em uma estrutura frasal e dá o modelo articulatório valendo-se de todas as pistas (auditiva , visual , tátil - cinestésica , gestual e alfabeto datilológico) para que a criança escreva, por exemplo:

EU FOINA FAIA DA VOVO
(Eu fui na fazenda da vovó)
EU FOINA IEA CO MO PAI
(Eu fui na piscina com meu pai) (K. - 6;0)

- a criança escreve livremente sem nenhuma interferência do adulto. Desta forma aparece mais claramente a transferência para o papel daquilo que lhe é mais significativo e as palavras com as quais mais intimamente se identificam. Exemplo:

O MERIE VAI FAIE CÉA CAHEUO MERIE
( O menino vai olha céu começou chuva menino) ( K. - 6;0)

Como se pode observar nos exemplos, com a ajuda do adulto dando várias pistas, percebemos que a produção das crianças revelam maior conhecimento da escrita e da estrutura da língua. Já na escrita elaborada individualmente, sem qualquer ajuda, percebemos um grau maior de dificuldade.

Quando as atividades são vivenciadas pelo grupo, o momento do relato é mais rico, pois cada criança contribui com informações e impressões pessoais. Em situações vivenciadas fora do ambiente escolar os relatos individuais são mais simples, sendo que o aluno necessita da interferência do adulto para torná-los mais ricos . Com o grupo que está na ultima fase da pré-escola (6 anos) o relato adquire maior riqueza de detalhes e com seqüência de fatos. No entanto, para transpor esses relatos para a escrita, ainda necessitam da ajuda direta do adulto para organizar a estrutura frasal.

Observa-se que, registrando o que a criança vivenciou e respeitando seu interesse, os textos carregam um maior significado para seus autores. Dessa forma, são fáceis de serem entendidos, possibilitando a ocorrência de uma " leitura" antecipada. As crianças começam a transferir o uso de palavras para outros contextos . Esse trabalho estimula a criança a fazer sua própria leitura, fazendo com que elas se sintam mais capazes.

Leitura

Na leitura, todas as palavras podem ser sinalizadas e podem também ser utilizados o alfabeto digital para artigos, nomes próprios, e para algumas preposições e advérbios . Algumas preposições têm seus próprios sinais (para , com, etc ...) e são reconhecidas pelas crianças na escrita (facilitando a sua utilização na fala). Nota-se que com isso elas apresentam maior facilidade para reconhecer frases e palavras isoladas do texto.

Um fato bastante comum no desenvolvimento da "leitura" é uma sensível melhora na articulação das palavras mesmo pelas crianças com dificuldades. Elas parecem prestar mais atenção na sua articulação e na do outro, o que resulta numa fala mais inteligível. O uso da leitura orofacial como pista na busca da relação fonema-grafema também foi observado por Cruz (op. cit.). Ainda segundo Cruz, à medida que confrontam suas escritas com as informações que o meio lhes proporciona, as crianças buscam uma adequação maior na relação escrita/sonoridade. Quando se nota tal preocupação nos alunos, procura-se fazer com que busquem a forma convencional dos vocábulos, como ilustra o exemplo abaixo.

O professor pergunta à classe:

- Como eu posso escrever a palavra " bola" ?

Se as crianças responderem com a letra "O", tenta-se fazê-las pensar sobre o que vem junto com a letra "O", e juntos conseguimos chegar à escrita convencional, dando a pista auditiva, da leitura orofacial e do alfabeto digital.

Este tipo de intervenção acarreta um envolvimento muito grande dos alunos, tornando-os mais atentos à relação fala x escrita, estimulando-os na busca da escrita convencional.

Nota-se também que nesse momento existe uma troca muito grande entre as crianças: aquela que percebe mais a relação fala x escrita acaba dando a pista para os colegas, fazendo com que as que não estão no mesmo nível sejam beneficiadas.

Embora a alfabetização formal se dê somente no Ensino Fundamental (primeiro grau), o trabalho tem início desde a primeira etapa da pré-escola com o objetivo de expor as crianças a uma escrita diversificada, envolvendo diferentes tipos de textos.

Procura-se usar estes textos nas mais variadas situações escolares e sociais, propiciando uma visão mais ampla da escrita: ela não se restringe somente ao ambiente escolar, passando a ter um significado mais amplo e dinâmico. A criança tem oportunidades de vivenciar o uso da escrita em diferentes contextos, percebendo sua utilização e significado para a vida.

Esta maneira de ver a alfabetização, em que a criança pode escrever de forma criativa e espontânea, reflete uma crença na necessidade da escola e do professor assumirem uma nova postura em relação a todo o processo.

Embora não seja objetivo que os alunos saiam alfabetizados da pré-escola, observa-se que muitos já começam a produzir seus primeiros textos, ainda que com a ajuda do professor, contribuindo para que a criança surda seja vista como escritor e leitor capaz de entender e se expressar.